JÁ OUVIU? BRYAN BEHR

12/02/2020

O cantor catarinense bate um papo com o Azoofa sobre o seu 1º disco, A Vida é Boa; confira


 

 

2020 marca a carreira do cantor e compositor catarinense Bryan Behr. Depois de fazer sucesso na internet e gravar um EP e canções em formato acústico, ele lança seu primeiro disco cheio, "A Vida é Boa", pela Universal.

 

 

"Tentei mentir para mim mesmo acreditando que eu queria fazer outra coisa da vida, mas com o tempo a música foi falando mais alto. Gravar um disco sempre foi um sonho. Estava acostumado a gravar voz e violão, só eu, e entrar no estúdio deu mais cor", conta ele em conversa pelo telefone com o Azoofa.

 

 

Behr -- a gente já conta a história desse sobrenome gringo -- começou a carreira no modo do it yourself, cantando voz e violão e postando vídeos na internet em 2017. Tudo aconteceu rápido. O retorno o pegou de surpresa e ele começou a compor sem parar.

 

 

O cantor aposta num som folk-pop-romântico colorido, ensolarado. Talvez traga com ele a vibração praiana de Santa Catarina, seu estado natal, junto ao violão e ao jeito despojado de cantar coisas do cotidiano. De repente, ele havia chegado a mais de 100 composições. Isso até lançar o EP 2019, com três faixas. Antes de gravar o disco, ele se reuniu com produtores Juliano Cortuah e Fernando Lobo para escolher ente 150 canções.

 

 

 

 

"Sempre gostei de escrever. Foram três dias ouvindo todo esse material, falando sobre o que cada canção trazia, descobrindo como essas onze faixas poderiam conversar entre si. Você vai achar músicas para a minha irmã, outra sobre um perído de depressão que vivi e sobre outros temas", diz o cantor de 23 anos.

 

 

O nome do disco vem de uma vontade de levar uma mensagem mais otimista. "O disco fala por si só, fala de histórias que eu vivi, o que eu entendi. É um disco muito verdadeiro. Combinei as histórias e harmonias para gerar empatia e fazer um disco alegre", completa.

 

 

Natural de Brusque (SC), Bryan acha que o fato de não ter crescido num grande centro o ajudou a ver a vida de uma maneira diferente, numa outra velocidade. "Me ajudou a ver as coisas com olhos e em um tempo diferentes. E eu me permiti falar de coisas complexas de um jeito simples", diz ele, que tem entre suas influências nomes como Lenine, Nando Reis e o uruguaio Jorge Drexler.

 

 

 

 

Como agradecimento a todos que o ajudaram nesse início e carreira, ele colocou as digitais de algumas pessoas importantes na capa do disco. "Alguns ficaram de fora por uma questão de logística", brinca ele.

 

 

O disco com 11 faixas já tem música de trabalho e clipe "A Vida é Boa Com Você".

 

 

 

Sobre o sobrenome, Bryan William de Souza virou Bryan Behr depois que ele começou a apostar na música e se lembrou de uma história do tempo do colégio, onde ele tinha uma colega que gostava de ler a mão da garotada. Curioso sobre seu futuro, Bryan aproveitou o intervalo de aula para fazer uma "consulta". Ao olhar suas linhas, ela disse: "Você vai ser artista e se chamará Bryan Behr". Para não restar dúvidas, ainda soletrou: "B-E-H-R". Previsto e feito.

 

 

Quem escreveu
Andréia Martins

É jornalista, trabalhou com edição e reportagem nos portais Vírgula, Globo.com e UOL cobrindo música, política e internacional. Hoje segue na redação e também é editora do Roteiros Literários, sobre literatura e viagem, e do blog Quadrinhas, sobre quadrinhos feitos por e sobre mulheres.

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