Definitely Maybe: “O” disco de estreia

Oasis em 1994

No ano de 2014 grandes discos comemoram vinte anos de existência. Parece que a galera estava realmente inspirada nos idos de 1994, já que tem muito, mas muito clássico mesmo lançado naquele ano. Estou falando de álbuns como Dummy, do Portishead, Jar Of Files, do Alice in Chains, Ill Comunication, do Beasty Boys, Experimental Jet Set, Trash And No Star, do Sonic Youth, o “Disco Azul”, homônimo, do Weezer, Dookie, o mais famoso do Green Day, Parklife, do Blur, Smash, aquele do Offspring que todo mundo tinha, o MTV Unplugged, do Nirvana (último com o Kurt Cobain vivo) e por aí vai. Entretanto, um tinha uma série de atributos que o fizeram, e o fazem, um dos mais lembrados da história. Definitely Maybe, do Oasis, teve o dom de ser o disco de estreia de uma banda que vendeu mais rápido na história da Inglaterra (sim, país de Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin, etc...).

Concebido após a interferência de Noel Gallagher na antiga banda de seu irmão Liam Gallagher, The Rain, em parceria com Paul Arthurs, Paul McGuigan e Tony McCarrol (todos futuros membros do Oasis), o álbum conta apenas com composições do guitarrista solo (uma das condições impostas por ele para fazer parte da banda era justamente trocar todo o repertório já existente pelas canções que ele havia escrito sozinho nos últimos anos. Segundo Noel, só assim o agora quinteto conseguiria atingir o estrelato).

Após duas investidas frustradas de gravação, uma sob o comando de Dave Batchelor, roadie amigo de Noel, e outra com Mark Coyle, a quem o guitarrista havia entregado a fita com os resultados da primeira sessão, na produção, uma terceira tentativa foi confiada a Owen Morris. Esse último conseguiu o dinamismo esperado e após os singles “Supersonic”, “Shakermaker” e Live Forever” terem sido lançados em 11 de abril, 13 de junho e 8 de agosto, respectivamente, Definitely Maybe chega finalmente às lojas dia 30 de agosto de 1994, juntamente com o novo single “Slide Away”.

Os temas do disco giram principalmente em torno dos desejos da banda em se transformar em lenda do rock (se é que eles já não achavam isso desde o começo...) e dos conflitos sentimentais de Noel envolvendo sua companheira naquele momento, Louise Jones.

Pode-se dizer que 1994 foi um ano crucial para a música. Enquanto bandas como Oasis e Blur revitalizavam o “britpop” com seus álbuns aclamados, na América Alice in Chains, Nirvana e Soundgarden davam seus últimos respiros com bons discos, mas em um movimento que estava prestes a adormecer, o “grunge”.

Por fim, vale ressaltar também que no aniversário de dez anos do disco de estreia do Oasis mais um recorde foi batido. O DVD comemorativo, que contém um mini doc com a história da gravação, além dos videoclipes de “Supersonic” e “Live Forever” (nas versões inglesas e americanas), e “Shakermaker”, “Cigarettes & Alcohol” e “Rock n’ Roll Star”, juntamente da música extra “Sad Song”, presente orginalmente apenas na prensagem japonesa, foi considerado o melhor DVD musical daquele ano pela revista NME.

Então, já sabe: é hora de colocar pra ouvir!

Quem escreveu
Daniel Branco

 

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