Eu trabalho com música!

Quatro profissionais que não cantam, não compõem e não sobem ao palco, mas são essenciais para o mundo da música continuar girando

Eu sempre quis ser músico. Demorei um tempo pra entender – um tempo entre o meio da adolescência e o final da faculdade – que ser músico não era a única forma de trabalhar com música. Hoje sou jornalista musical. É claro e nítido que a música é maior do que o jornalismo que se faz sobre ela, mas o quanto a música – enquanto arte, e arte que busca dialogar com um público - não perderia – ou se modificaria – se não houvesse um grupo de pessoas especializado em acompanhar seus passos?

A música não seria a mesma sem os jornalistas musicais. E sem dezenas de outros profissionais.

Na semana em que se comemorou o Dia do Trabalho, acompanhado de Belisa Bagiani, eu fui conhecer histórias de pessoas que trabalham com música, mas não são músicos. Não tocam, não cantam, não são artistas. Ainda assim, nunca conseguiram ir para o outro lado do rio – não se tornaram contadores, ou matemáticos, ou botânicos. São pessoas que descobriram que seu talento estava na música, mas “al lado del camino”, citando Fito Paez.

Um artista é um artista, não é um produtor de shows ou assessor de imprensa.

Um pianista saberia carregar um piano daqui pra lá?

Um músico pode ser senhor de seu instrumento, mas não sabe o que fazer quando o objeto quebra.

Você sabia que existem empresas e pessoas especialistas em criar trilhas sonoras personalizadas para lojas e shoppings?

Conheça quatro pessoas cujas profissões são essenciais para a roda da música continuar girando. São artistas dignos dos maiores aplausos, aqueles aplausos que eles, cada um à sua maneira, ajudam os músicos a receber ao final de seus shows.

***

Dois homens e um piano

  Na ampla sala do apartamento onde vive o músico Felipe Antunes, vocalista da banda Vitrola Sintética, Jurandir Teles de Souza, de 48 anos, e Igor Aparecido Pinheiro, 34, estão em pé ao lado de um bonito piano Franz Suhr cor de madeira. Não parecem cansados, embora há poucos minutos eles tenham tirado aquele piano de 300 quilos de dentro de um caminhão e o transportado com uma rapidez alucinante até a sala do apartamento. Aqueles dois homens nada musculosos são especialistas em transporte de pianos. Ambos nunca tocaram o instrumento, mas sabem exatamente como ele funciona e, o principal, possuem a tão admirada técnica de transportá-lo. “O segredo é carregar pelas laterais e tomar cuidado para não quebrar a chapa quando ele bate no chão. Tem que ter delicadeza”.

Seu Jurandir é um homem magro, de sorriso constante e que aparenta ter mais idade do que os 48 anos que ele demora a achar quando instado a responder sua idade (“minha idade? eu tenho quarenta... e..... oito”). Começou trabalhando com mudanças gerais. Até que um dia, foi trabalhar numa empresa especializada em transporte de pianos e... “Estou nisso há 23 anos”, ele rememora, com visível orgulho. “Foi difícil no começo. Eu achava que não ia dar conta. Pensava: “Vou desistir, esse bicho é muito pesado!”. Aos poucos, porém, ele foi pegando a prática de tal maneira que nunca sofreu qualquer acidente de trabalho – mas isso foi por pouco. “Uma vez, a gente foi levar um piano de São Paulo pra Londrina. Chegou lá, a casa tinha uma escada enorme e o piano ia ficar no andar de cima. A gente estava em dois carregando aquilo, e de repente o piano tombou pra cima de mim. Eu tentei empurrar o piano de volta, e o piano nada. Eu empurrava, ele nada. Depois de um sufoco enorme, a gente finalmente conseguiu tirar o piano de cima de mim”, ele conta, aos risos. “Foi o dia que o piano tentou ganhar de mim, mas eu consegui vencê-lo”.

O amplo domínio de Seu Jurandir sob o objeto piano não se transformou em habilidade para tocar o instrumento. “Sempre quis fazer aulas, mas nunca tive tempo”. Ele não pensa em largar a profissão, que a cada dia se torna mais rara. “Hoje em dia, tem pouca gente fazendo isso. Somos os últimos. O pessoal de hoje parece que não quer pegar peso, não...”

Igor, quatorze anos mais novo, escuta Seu Jurandir falar e não o interrompe nenhuma vez. Pergunto se eles são parentes. “Somos”, diz Igor. “Não de sangue, mas por estarmos trabalhando juntos há muito tempo, é como se fossemos irmãos”. A relação entre eles bem que poderia ser de pai e filho. “Eu conheço piano desde os 5 anos de idade, porque meu pai sempre trabalhou com piano, e trabalha até hoje. Eu herdei essa profissão dele”, admite. “Meu primeiro emprego foi com piano, aos 14 anos. No começo, eu não aguentava o peso, mas ajudava o meu pai fazendo uma forcinha aqui, outra ali. Depois, fui pegando a prática e nunca mais trabalhei com outra coisa. Estou nisso há 20 anos”.

Ao contrário de Seu Jurandir, Igor deseja sair do ramo. “É muito peso, sabe? Com o tempo, você começa a machucar a coluna e ter problemas. Tem piano que pesa 500 quilos. E a gente carrega tudo em dois, só com a ajuda da correia”. Igor pode até parar de transportar piano, mas não pretende se afastar do instrumento. “Estou estudando para aprender a afinar pianos. Esse é o meu futuro”.

No final da tarde de quarta-feira, véspera de feriado em São Paulo, há um cliente do outro lado da cidade esperando-os. Mais um piano mudará de lugar em São Paulo pelas mãos de Igor e de Seu Jurandir. Antes de eles irem embora, no entanto, lhes pergunto se é verdade que existe um jeito de carregar o piano de modo que ele não desafine. “Não”, responde Igor com convicção. “Isso é uma lenda. Nunca vi um piano desafinar em mudança. Isso só acontece quando as cravelhas (peças metálicas que ficam na parte interna do instrumento e se assemelham às tarraxas de um violão) não seguram a afinação. Aí, com o chacoalhar, elas vão se soltando, e ele desafina”. Igor conclui a explicação, levanta a tampa e passa a mão nas teclas do piano com delicadeza de músico. “Esse que nós transportamos, por exemplo, não desafinou nada”.

Eles se despedem e se dirigem ao elevador. Dentro da sala, Felipe Antunes dedilha algumas teclas do piano. “Olha”, ele diz, surpreso. “O piano não desafinou na mudança”.

***

Há um artista por detrás dos instrumentos dos artistas

  Rua General Osório, 25, Centro – São Paulo

Esse é o endereço oficial de Seu João, um dos famosos luthiers de São Paulo. Mas, ao chegar lá, você encontrará um ambiente parecido com essas financeiras que se replicam por todo o Centro de São Paulo: quatro mesas redondas dispostas uma ao lado da outra, um atendente por detrás de cada uma, panfletos espalhados na superfície.

“Olá. Estou procurando o Seu João”.

A moça logo sorri e responde de bate pronto. “Não é aqui. Ele fica meio escondido.” Na rua, ela aponta a casa ao lado, onde se lê “Redenção Instrumentos Musicais”. “Você entra na loja, mas logo vira à esquerda. Vai ter uma escada. Você sobe. É lá”.de boc

Sigo seu conselho e subo cada degrau da longa escada reparando nos quadros que enfeitam a parede, quadros de John Coltrane, Miles Davis, Duke Ellington, Charlie Parker. Entro em uma sala silenciosa, cujo lado direito é tomado de ponta a ponta por uma vitrine que expõe diversos instrumentos de sopro. À esquerda, um balcão e um senhor sentado à frente do computador. Acho que finalmente encontrei Seu João.

“Meu trabalho é restaurar e consertar os instrumentos. Fazer com que um instrumento que chegou aqui danificado volte pra pessoa de forma que ela possa usar novamente.” Seu João está sentado ao meu lado num desses jogos de cadeiras grudadas umas nas outras. É um homem de cabelos brancos, fala calma e veste camisa vermelha com dois botões abertos. “Sou especializado em instrumentos de bocais: trombone, trompa, trompete, tuba. Outras pessoas que trabalham comigo são especializados em instrumentos de palheta: sax, clarone, clarinete.”

Não fosse o acaso, porém, Seu João não teria se tornado um dos mais reconhecidos luthiers da cidade. “Eu comecei com 15 anos de idade, numa fábrica que ficava na Ponte Pequena (região central de São Paulo). Entrei como ajudante geral e...”. Ele para de falar. Está emocionado, e surpreso por estar emocionado. Levanta da cadeira, enxuga os olhos, pede desculpas. Aos poucos, recupera o ar que lhe faltou e conta a razão daquelas repentinas lágrimas. “Naquele dia, meu pai estava caminhando e viu uma placa na porta da fábrica:

Precisa-se de ajudante geral

"E... meu pai faleceu, é difícil falar sobre isso. Se não fosse ele, eu não teria conhecido essa profissão. Ele mal podia imaginar que, desde aquele dia, eu não fiz outra coisa da vida, e tem sido assim há 34 anos”.

Na empresa, que hoje não existe mais, Seu João aprendeu todos as etapas de produzir instrumentos musicais. Ficou lá 6 anos e só saiu porque o dono, um italiano que tinha muito apreço pelo então garoto João Carlos, lhe deu responsabilidades demais. “Eu era muito novo. Comecei a ficar estressado (risos)”.

A parede da sala na qual Seu João me recebe é forrada por quadros de trombonistas famosos já amarelados pelo tempo, como o francês Gilles Melliere e o alemão Carsten Svanberg, e por muitas fotos, a maioria mostrando Seu João ao lado de clientes famosos. Ele me aponta um por um. “O Raul de Souza, o melhor trombonista do Brasil. O Francoise de Lima, da banda Mantiqueira. A Guta Menezes, da banda Altas Horas. Esse pessoal aqui é dos Estados Unidos. Já atendi o Renato Faria. E a Orquestra Simon Bolivar, da Venezuela.” Logo ao lado, há uma divisória que separa esta e outra sala, onde fica a oficina de sopros de Seu João. Três mesas altas de madeira, cada qual com uma cadeira, ocupam o espaço central da sala. Em cima das mesas, estão ferramentas e algumas peças de instrumentos. “Todos são difíceis de consertar”, ele diz, olhando um trompete e um sousafone pendurados na parede à espera de conserto. “Depende de como ele chega pra gente. É uma responsabilidade grande. Tem instrumento que é muito caro”.

Pergunto em qual mesa ele trabalha. Ele se dirige até ela, puxa a cadeira, senta e começa a mexer nas ferramentas. Bem próximo à sua mesa, fica um velho rádio Cougar em pleno funcionamento. Quantas músicas aquele rádio poderia estar tocando naquele momento? Centenas de milhares de músicas? Mas a voz que saía das velhas caixinhas pretas era a de Maria Bethânia cantando Almir Sater, e nenhum dos dois grandes nomes da música brasileira poderiam imaginar que ela se encaixa perfeitamente à história de Seu João:

“Um dia a gente chega, no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz

E ser feliz”

***

Diversão, solução sim

 

Logo que desço do táxi na rua Campevas, Carol Bela, 26, está na porta de um simpático prédio de 3 andares. “Bem-vindo à minha casa e a Palco2”. Carol é relações públicas, assessora de imprensa e produtora de shows musicais. Há pouco mais de um ano, abriu sua própria empresa, a Palco2 Produções Artísticas, que funciona na mesma sala do charmoso apartamento onde ela vive. Na mesa onde fica seu computador e onde Carol passa a maior parte dos dias trabalhando, estão espalhados jornais, revistas, livros, incensos e muitos discos, a maioria de seus clientes: a banda instrumental Liquidus Ambiento, o músico Gustavo DaLua (percussionista da Nação Zumbi) e as cantoras Karla da Silva e Izzy Gordon.

Carol tem cabelos pretos encaracolados, mexe bastante as mãos enquanto fala e já cansou de, nos eventos e shows que produz, ser confundida com “a cantora”, embora nunca tenha pensado em cantar e não se considere afinada. O que ela sempre gostou mesmo foi de eventos. “Desde aquelas festinhas de halloween que acontecem em prédio até eventos na escola. Depois, comecei a trabalhar em buffet infantil. Mais velha, fiz hotelaria, turismo, marketing, maquiagem, teatro... Fiquei indecisa por muito tempo”.

Como se sabe, não saber o que se quer fazer é tão necessário quanto, um dia, finalmente descobrir sua vocação. “Todas essas experiências foram muito importantes para eu descobrir que eu sentia falta de uma atividade mais intelectual. Então, fui trabalhar numa agência de cultura. E me apaixonei”.  Após trabalhos para o Sesc, Praça Victor Civita, Gal Oppido, ela se formou em Relações Públicas. O pulo do gato veio quando alguns amigos músicos começaram a pedir que ela fizesse os mesmos serviços que prestava na agência na qual era funcionária. “Comecei fazendo isso informalmente, até que um dia eu vi que tinha uma cartela de clientes e que eu podia abrir minha própria produtora”.

Seu primeiro cliente foi a artista Barbara Kramer. “Ela me deu muita força no começo”, reconhece. “Hoje, minhas funções são: assessoria de imprensa, assessoria de imagem – direciono sessões de fotos e vídeos -, produção de conteúdo para redes sociais e, para alguns clientes, atuo em venda de shows, além de produzir algumas festas e eventos que sempre tem música envolvida”.

Além de ter se achado no meio musical, Carol aponta outra razão para ter escolhido o caminho autônomo. “Eu não gosto de trabalhar em horário comercial, não funciono assim. Então, um dos motivos de ter aberto a empresa foi esse: queria ter qualidade de vida", diz ela, apontando seu objetivo daqui em diante. “O principal desafio agora é me sustentar nesse mercado. Por trabalhar com artistas independentes, rola uma dificuldade natural de falta de espaço e concorrência. O desafio é você se manter nisso”. Sua fala é firme como a de quem sabe o que quer. Mas, se acaso, um dia, tudo der errado no final desta aventura, ao menos Carol Bela terá muitos discos para levar consigo até Paraty, onde, num futuro não muito distante, ela pretende realizar o prosaico sonho de abrir seu próprio café. “Vai ter show toda noite”, garante.

***

Música certa, na hora certa, de olho no futuro

 

Quando desceu do ônibus na rodoviária de Campinas, na tarde da última quinta-feira, Rafael Pucci, 30, não foi ao encontro dos parentes que já lhe aguardavam. Preferiu dar uma volta e observar as caixas de som do local: primeiro anotou qual era a marca, depois analisou a maneira como elas eram distribuídas e, por fim, prestou atenção ao tipo de música que elas tocavam. Não se trata de descaso com a família. Desde que, há pouco mais de 1 ano, ele abriu a SoulPlay, empresa especializada em programação musical e infraestrutura de som para lojas, shoppings e eventos, Rafael não consegue mais ir a um lugar e não pensar em... música. Foi essa curiosidade, aliás, que o fez largar uma promissora carreira de DJ em São Paulo para apostar num modelo de negócio em que a música se torna uma ferramenta de marketing, e cujos clientes vão de lojas, shoppings, feiras e stands e até pessoas físicas, que contratam a empresa para projetar ou reformar o sistema de som de sua residência.

Natural de Franca (SP), Rafael herdou a paixão pela música de seus antepassados. “Nos anos 40, meu bisavô era cafeicultor e seu hobby era mexer nas frequências do rádio e tentar sintonizar estações. Quando dava certo, ele chamava a família toda pra se reunir em torno de rádio e ficar escutando”. Tanta música em casa fez sua avó ser uma cantora de voz admirável, embora nunca tenha atuado profissionalmente. Os pais de Rafael, claro, também seguiram a tradição familiar. “Eles tinham uma coleção de vinil. Escutavam desde Vinicius de Moraes até Sérgio Reis, passando por Frank Sinatra e Wilson Simonal. Nos almoços de domingo em casa, antes de ir pra cozinha, meu pai ia até a sala, escolhia um vinil e colocava-o para tocar. E a gente almoçava a passava a tarde toda ouvindo música”.

Como um bastão que se passa de geração em geração, a admiração pela música finalmente alcançou Rafael - primeiro em forma de fita cassete. Com 10 anos, sua mania era gravar os programas de rádio que tocavam na então “cidade grande” Ribeirão Preto. Aos 12, viu um DJ se apresentar no recreio da escola e decidiu seguir esta carreira. No ano seguinte, precoce, começou a tocar em festas. “Aos 17, me mudei pra São Paulo. Comecei sendo DJ da Bio Ritmo e do bar Le Caipirinha. Foi numa noite dessas que eu conheci o Silvio Calmon, antigo diretor da Oi FM, e ele me contou que gravava os CD’s que tocavam numa rede de lojas. Foi a primeira vez que eu ouvi falar sobre esse serviço”.

Naquele momento, Rafael não imaginava que, quase uma década depois, essa ideia se transformaria e o faria abrir seu primeiro negócio. Em 2010, largou a profissão de DJ e foi fazer pós-graduação em Marketing na Califórnia (EUA). “Eu não tinha ideia do meu futuro profissional”, admite. Numa entrevista de emprego na loja Havaianas de Huttington Beach – a primeira da marca brasileira fora do país -, porém, seu destino começou a se desenhar. “Minutos antes de entrar na loja, me deu um clique e lembrei da ideia da rádio personalizada. Falei pra gerente que tinha um projeto, mas na verdade ainda não existia. Ela me pediu pra voltar lá e apresentá-lo. Na mesma noite, eu e mais um amigo formatamos a ideia. Ela aprovou”. Na semana seguinte, Rafael começou a desenvolver o projeto, estudando o público que frequentava a loja e analisando os produtos que eram vendidos para, finalmente, criar a seleção musical que acreditava ser a ideal. Durante três meses, Rafael ficava na loja anotando todas as informações possíveis: quanto o cliente gastou, qual música estava tocando, que perfil era aquele cliente, quanto tempo ele ficou na loja etc. Ao final do trimestre, veio o resultado. “Aumentamos os índices de faturamento, de tempo de permanência do cliente dentro da loja e a taxa de conversão. Vi que a ideia tinha força. Dali a uns meses, voltei para o Brasil e, com mais 2 amigos, montei a SoulPlay”.

No início, a ideia era que a empresa criasse apenas as programações musicais, seguindo a experiência bem sucedida na Havaianas. Com o tempo, porém, Rafael percebeu que não adiantava fazer a seleção ideal para uma loja cujas caixas de som eram de má qualidade e estavam mal distribuídas. Começou, então, a estudar sobre projetos de som e, hoje em dia, a SoulPlay trabalha nas duas frentes.

O menino que gravava fitas também quer que sua empresa seja uma fonte de renda para os artistas. “Algumas empresas do nosso ramo trabalham apenas com músicas cujos direitos autorais são livres de cobrança do ECAD”, explica ele, citando o órgão responsável por fiscalizar, arrecadar e distribuir de direitos autorais. “Nós não fazemos isso. A gente prefere valorizar o artista e o compositor. Acreditamos que, se o ECAD alterar sua forma de cobrança – de modo que a SoulPlay lhe informe a lista de artistas que está utilizando e ele remunere exatamente os artistas que estão na lista - nós podemos ser mais uma nova, confiável e considerável fonte de renda para o artista”.

***

SERVIÇO: Expresso Sapucaia – Transporte de Pianos Rua Sapucaia, 585 – Mooca / (11) 2605-6344
Redenção – Instrumentos Musicais e Luthieria | Exclusiva Oficina de Sopros | Rua General Osório, 25 | (11) 3331-2804 | redencao.instrumentos@uol.com.br Palco2 Produções Culturais  carol.palco2@gmail.com SoulPlay Music Branding Rua Paracuê, 18 - Sumaré - São Paulo (SP) | contato@soulplay.com.br | (11) 3384-4078 *** todas as fotos por |  belisa bagiani (exceto a de Rafael Pucci, de autoria de Felipe Ludovice).
Quem escreveu
Eduardo Lemos

Jornalista, é sócio da Navegar Comunicação e Cultura, agência que atende clientes como Os Paralamas do Sucesso, Mostra Cantautores, Luiz Gabriel Lopes e Cao Laru. É idealizador do festival Navegar Noites Musicais, cuja primeira edição aconteceu em 2017, em Paraty, e do projeto Nick Drake: Lua Rosa, em homenagem ao músico inglês.

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