Especial In-Edit Brasil: 5 documentários musicais em cartaz em São Paulo

Um repórter acompanha o festival de documentários musicais enquanto reflete sobre São Paulo e sobre a relação entre música e cinema

1.

Há uma fila enorme na entrada do CineSesc por conta da estreia da 6ª edição do In-Edit – Festival de Documentários Musicais. São 18h em ponto de uma quarta-feira véspera de feriado e a comumente intensa rua Augusta está quase quieta, que é o máximo que uma rua como a Augusta consegue silenciar – quase quieta. Os ingressos logo são distribuídos e muita gente fica sem, como uma garota que vem falar conosco e olha nossos ticktes como uma criança a mirar um adulto lambendo um sorvete. Não há revolta em seus gestos, nem tristeza em seu olhar. Detecto apenas um remorso por não ter saído de casa 3 minutos mais cedo, uma pequena diferença que faria toda a diferença no lugar que ela ocuparia na fila.

A falta de raiva também pode ser explicada de outra forma: “A Um Passo do Estrelato”, o filme que será exibido logo mais, é sobre a vida e obra de cantoras backing vocals americanas que acompanharam artistas do quilate de Rolling Stones, David Bowie e Sting, mas que nunca decolaram em carreira solo. Não é, portanto, um filme sobre estrelas; logo, todos naquela fila estão prestes a ver um filme sobre pessoas das quais eles nunca ouviram falar antes (mas, provavelmente, já ouviram suas vozes, ainda que sem saber, em canções marcantes do pop internacional).

2.

O Cinesesc é o melhor cinema de São Paulo. Seu primeiro atributo é ser um cinema de rua. O café custa 1,80 e preenche toda a xícara. As paredes estão sempre tomadas por exposições de fotos relacionadas ao cinema. As poucas cadeiras e mesas disponíveis não dão conta quando o movimento é grande, e isso obriga as pessoas a sentarem no chão, o que é sempre libertador e, não raro, faz com que os outrora desconhecidos se aproximem e conversem.

3.

Documentário musical é um gênero tão especial que é capaz de modificar a forma como nos comportamos no cinema. Na sessão de “A Um Passo do Estrelato”, um casal ao meu lado cantou a maioria das músicas que tocaram no filme, fez comentários a cada a aparição de Bruce Springsteen e, ao final, saíram conversando em alto e bom som mesmo com as luzes ainda apagadas da sala. Eles estavam num show. Isso é compreensível. Talvez por isso, eu, que me irrito facilmente com pessoas que conversam durante o filme, não me irritei com eles. Muito mais mal educada me pareceu uma mulher que, à minha frente, checava o Facebook e o Instagram a cada 5 minutos, ignorando como aquela luz forte do celular maculava toda a experiência que o cinema propõe.

4.

Ganhador do Oscar 2014 de Melhor Documentário, “A Um Passo do Estrelato”, ainda bem, vai além do que resume a sinopse. É também sobre a arte de transformar a sua arte em um negócio. Sting solta uma frase fantástica sobre o assunto. “Se dar bem no meio musical não é sobre justiça. Muito menos sobre talento. É uma questão de sorte, de oportunidade”, ele diz, antes de pausar e concluir: “Na verdade, eu não sei bem o que é”. Alguém emenda. “Pra ser uma estrela, é preciso ter muita vaidade. A pergunta é: quantas pessoas são vaidosas o suficiente? Nem todas”. O filme acaba sob uma salva de palmas que dura cerca de 2 minutos. Estávamos mesmo num show. Ainda bem.

5.

O acesso à Cinemateca Brasileira não é dos mais simples para aqueles que utilizam transporte público. Num domingo de sol persistente e agradável, desci na estação Vila Mariana do metrô, passei pelas ruas Domingos de Morais, Sena Madureira e Capitão Macedo até que, 25 minutos depois, cheguei à Cinemateca. Eu nunca tinha caminhado por essas ruas, nem conhecia muito bem esse pedaço da cidade. Talvez eu nunca passasse ali se a Cinemateca não fosse tão escondida. Foi uma experiência interessante, como se eu entrasse na sala de cinema para ver um filme que eu não sei qual é. Curiosamente, foi o que aconteceu naquele domingo.

6.

O filme que até então me era desconhecido é “NarcoCultura”, documentário mexicano sobre a mais violenta cidade do mundo, Juarez, na fronteira entre o México e os EUA (em 2012, atingiu a taxa de mais de 3.622 mortes no ano, ou quase 10 pessoas/dia); é também sobre El Paso (Texas), município que fica só a 4 km de Juarez e que registrou 5 assassinatos em 2012, o que lhe configura como a cidade mais pacífica do planeta; entre esses dois locais tão diferentes, há uma intersecção: a música. Recentemente, grupos mexicanos vem fazendo sucesso nos Estados Unidos com um som meloso e pretensiosamente dançante que se assemelha ao nosso sertanejo universitário e com letras que exaltam a figura do narcotraficante.

A banda Buknas de Culiácan é uma das mais exitosas representantes deste gênero e é liderada por um ex-presidiário chamado Edgar Quintero. As aparições públicas de Edgar causam verdadeiro furor, especialmente em adolescentes. Até filme de ação o cantor já fez.

Musicalmente, é possível traçar um paralelo entre o funk ostentação e o narcocorrido, como é chamado o gênero por lá. Ambos usam objetos – de camisetas de grife a carros de luxos – para afirmar poder e riqueza; as canções tem melodias e harmonias repetitivas e a grande diferença entre elas está na letra, deixando a poética do funk ostentação próximo do ingênuo.

“Com AK-47

E bazuca na nuca

Voando cabeças por onde ela passa

Somos sanguinários, loucos, bem animados

Gostamos de matar”

O fenômeno é interessantíssimo do ponto de vista social e cultural, visto que atualmente o México passa por uma grave crise de segurança, com os índices de assassinatos batendo recordes e o governo tendo de declarar guerra ao tráfico. O diretor caminha entre estes dois polos: ora o filme mostra a realidade ultra violenta de Juarez, pelo ângulo de um valente policial, ora flagra as farras e shows dos grupos de narcocorrido. Embora o assunto seja instigante, o resultado cinematográfico fica aquém do interesse que ele desperta. O roteiro é capenga e o filme só decola no final. Mas vale.

(O filme está disponível no Netflix).

7.

Minutos depois, assisto a outro filme. “Good Ol’ Freda” conta a história de Freda Kelly, secretária dos Beatles do início ao fim da banda e que acumulava, também, a simpática, curiosa e trabalhosa função de presidente do fã-clube de Ringo, George, Paul e John. O documentário se divide entre a Freda atual rememorando seu relacionamento com a banda ao mesmo tempo que sonda as razões pelas quais ela nunca escreveu um livro sobre os Beatles, como fizeram 9 entre 10 pessoas que tiveram um relacionamento minimamente íntimo com o grupo.

É formidável a pesquisa de fotos. Para cada frase de Freda – “então, eu estava no escritório quando John entrou e logo atendeu ao telefone” – lá está uma imagem de John na porta de um escritório qualquer com um telefone à mão. “Good Ol’ Freda” é um excelente exemplo de como os Beatles foram retratados por todos os ângulos, em quase todas as situações possíveis, em todas as fases da banda, mesmo aquela na qual eles não passavam de mais uma banda a tocar no Cavern Club.

Outro ponto positivo do documentário é o enfoque dado ao trabalho de Freda como presidente do fã-clube. Em tempos pré internet, Freda editava, escrevia e finalizava sozinha uma revista mensal que era distribuída para os fãs do mundo todo. Além disso, era Freda quem cuidava das milhares de cartas que chegavam todos os dias à sua casa e, posteriormente, ao escritório montado pelo empresário Brian Epstein. Ela era que respondia cada uma das cartas aos fãs – trabalho que fez mesmo depois que a banda acabou.

Cinematograficamente, “Good Ol’ Freda” não traz grandes inovações. Mas a história que ele conta é incrivelmente rica de imagens, detalhes e pontos de vistas originais.

Acima de tudo, porém, me fascinou a persona Freda Kelly, uma secretária cujo nome lembra a de uma verdadeira estrela – Freda Kahlo – e que passou parte da sua vida sendo a mulher mais próxima da maior banda de todos os tempos. E, no entanto, Freda nunca quis holofotes e hoje, aos 70 anos, continua trabalhando como secretária de uma firma qualquer de Liverpool.

(O filme está disponível no Netflix)

8.

Segunda-feira, 20h, eu correndo em direção ao CineSesc para ver "A Farra do Circo". Correndo e pensando no Circo Voador. Sempre tive uma visão onírica da lona montada no Rio de Janeiro na década de 80. E era essa visão que me tomava a mente enquanto caminhava: imaginava Paralamas, Gil, Caetano, Raul Seixas, Tim Maia, Barão e tanta gente boa e, mais do que isso, tinha uma desconfiança de que, uma vez Deus me concedendo o direito de escolher uma época qualquer da história pra eu ter 18 ou 19 anos, eu certamente escolheria a época que o Circo Voador nasceu, o que ocorreu precisamente em 16 de janeiro de 1982, na praia do Arpoador. Durou 3 semanas. Dali, o Circo mudou-se para a região da Lapa, onde permanece até hoje, embora com outras características e comandado por outras pessoas.

“A Farra do Circo” traz imagens filmadas por Roberto Berliner entre os anos de 1982 e 1986. O cineasta só pode usar uma pequena parte do vasto material que produziu porque, quando deixou o Circo, no final da década de 80, não fez questão de carregar consigo aqueles arquivos. Acreditava que, afinal, eles pertenciam ao Circo, e que não teria problemas se um dia resolvesse utilizá-los para um projeto pessoal. Quando esse dia chegou, porém, a nova direção da casa não autorizou Berliner a usar as imagens que ele mesmo fez. Em casa, Roberto encontrou o que considera ser “menos de 10%” de todo o material gravado por ele, e é com esse material espetacular junto à uma excelente pesquisa de fotos que “A Farra do Circo” se sustenta. E, tal qual o trapezista que acompanha Gilberto Gil numa linda versão de “Vamos Fugir” no aniversário de 1 ano do Circo – todas as imagens de shows do filme são extraídas deste dia –, ele não cai.

Como trata-se da história de um local que surgiu há pouco mais de 30 anos, era natural imaginar que os diretores optariam por mesclar imagens de arquivo com depoimentos dos envolvidos. Afinal, a maioria da turma que deu vida ao Circo – do idealizador Perfeito Fortuna ao poeta Chacal, de Kid Abelha a Regina Casé – ainda está por aí. Mas Berliner e Bronz decidiram que as imagens falassem por si só, sem narração em off e sem nenhum depoimento de especialistas ou quem quer que seja.

“A gente tentou não estragar”, brinca Pedro Bronz, co-diretor e também editor do filme. “Usamos um conceito de mínima interferência no material original. Queríamos que o espectador não tivesse a sensação que alguém ficou selecionando pra ele as melhores imagens”. A decisão faz o filme ser uma sucessão de longos planos de espetáculos diversos e de entrevistas realizadas na época, o que torna impossível o espectador não se integrar ao que está vendo, como se lá estivesse.

9.

Eu sempre pensei na lona como um espaço quase que exclusivamente musical. Embora realmente tenha sido palco para o surgimento das bandas que dali em diante seriam conhecidas como a primeira geração do rock brasileiro – e tenha, simultaneamente, aberto espaço para os veteranos da MPB -, o Circo Voador era um espaço de experimentação de teatro, poesia, dança, artes plásticas e performances de todo tipo que se misturavam numa programação ao mesmo tempo provocativa, alternativa e popular. "A Farra do Circo", portanto, cumpre esse papel de mostrar que a lona foi muito mais importante, revolucionária e plural do que os desavisados podem supor. Aquilo foi uma usina de sonhos culturais.

O filme começa com a grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone, que nascia quase que junto ao Circo, e apresentava uma proposta radical de desconstrução da dramaturgia dita tradicional, busca por uma interpretação e linguagem despojada e defesa da criação coletiva. Regina Casé, Evandro Mesquita, Luís Fernando Guimarães e outros aparecem na tela cantando uma música de Péricles Cavalcanti (“Heavy Metal”). O filme termina com o grupo interpretando outras duas canções do compositor radicado em São Paulo (“Quem Parte, Quem Fica” e “Farol da Jamaica”). Neste período, Péricles criou diversas canções para o grupo, e isso tudo o que você está lendo seria um mero registro informativo não fosse o que ocorreu depois da sessão naquela segunda-feira. Ao acender as luzes no CineSesc, os diretores começaram a responder perguntas do público. Três perguntas feitas depois, um senhor elegante se levanta da poltrona, pega o microfone e pede a palavra. “Olá Berliner, Pedro. Aqui é o Péricles Cavalcanti. Adorei o filme”.

Péricles e Berliner, contemporâneos, viveram o Circo Voador mas, curiosamente, nunca se encontraram por lá. A primeira vez que se cumprimentaram, com um aperto de mão seguido de um abraço, não foi em nenhuma das farras do circo; a primeira vez que eles se viram foi justamente naquele momento, na sala de cinema, numa sóbria segunda-feira à noite em São Paulo, na sessão em que Berliner exibia seu filme sobre o Circo, cuja beleza seria prejudicada sem as canções daquele ilustre espectador que, dois dias depois de receber a salva de palmas do público e o abraço de Berliner, falou com o Azoofa sobre este encontro, sobre o Circo e sobre o show mais marcante que ele viu naquela lona. “Eu nunca havia visto a maioria das imagens que o filme apresenta”, me conta Péricles, por telefone. “E não estava no dia na festa de aniversário de 1 ano, portanto foi uma surpresa ver o Asdrúbal cantando minhas músicas ali. Caetano Veloso já tinha me falado que essa noite havia sido genial”. Se não compareceu a essa festa, Péricles não esquece um show dos Paralamas em 1984. "Eles tinham acabado de lançar o disco "O Passo do Lui". Ainda eram um trio. Foi marcante vê-los ao vivo".

Fora ver suas canções na telona, Péricles ficou emocionado ao rever velhos amigos. “Tem os Paralamas começando, tem o Barão Vermelho ainda com Cazuza, nem disco eles tinham lançado ainda. E tantas pessoas...”, relembra. “São imagens que ainda carregam muito frescor”.

Péricles só lamenta não ter ido à pré-estreia do filme no Rio de Janeiro, no final do ano passado. “Seria incrível ter encontrado o Roberto no Rio. E não só ele: Regina, Evandro... seria muito legal que esse reencontro fosse lá”, ele explica, ao que devo educadamente discordar, porque a noite de segunda-feira passada, naquela sessão de cinema, foi o mais próximo que São Paulo chegou de ter um Circo Voador, e isso seria muito injusto com uma cidade que já sofre calada por não poder, por exemplo, armar uma lona na praia, se eventualmente alguém quisesse fazer isso um dia.

10. 

Na tela, o documentário “Jimi Hendrix: Hear My Train a Comin”. Ao meu lado na plateia, um senhor loiro parecido com o Sting está de olhos fechados e mexe alucinadamente suas mãos. Não é um surto. É só o alemãozinho tocando guitarra imaginária enquanto, na telona, Jimi Hendrix faz um solo nuclear para “Hey Joe”. Antes do início do filme, o diretor Bob Smeaton fala com o público que lota a sala do CineSesc às 19h da quarta-feira. “É a minha primeira vez na América do Sul”, ele começa. “Me disseram que o povo brasileiro era o mais bonito do mundo e estou começando a acreditar nisso”. O afago não faz o efeito desejado na plateia, e ele recebe poucas palmas de volta. Smeaton tenta outra abordagem. “Espero que vocês gostem do filme. Tenho certeza que Jimi está lá em cima vendo isso que estamos fazendo e está super feliz”. A plateia agora aplaude com gosto. Ponto pra esse americano virgem de América do Sul.

O filme tem 2 horas de duração e trabalha em retrospectiva, contando a história de Jimi Hendrix desde a infância, quando ganhou um violão do pai, e passa por sua experiência no exército, a vida como músico auxiliar de dezenas de bandas (de Little Richard a Sly & The Family Stone), até a ida para Londres e o início do sucesso. Dali em diante, o filme se preocupa em destrinchar a discografia do músico, seguindo numa enfadonha narrativa disco a disco, que só interessa aos que – como eu – são fissurados por detalhes como quantas guitarras tem no solo de “Little Wing” ou os motivos até então desconhecidos do porque sua apresentação em Woodstock ser considerada histórica.

11.

O acaso tem uma força tremenda, como vocês já devem saber. No caso de Hendrix, diversos acontecimentos forjaram que ele, considerado por amigos e familiares um cara quieto e tímido, se tornasse não só o maior guitarrista de todos os tempos, como um compositor de enorme talento e uma das grandes lendas da nossa cultura. São eles:

- o fato de um amigo do primo do pai de Hendrix estar precisando de grana e topar vender seu violão por inacreditáveis 5 dólares; Hendrix tinha 10 anos naquele momento e, daquele violão em diante, nunca mais parou de tocar;

- quando estava servindo ao exército, o primeiro amigo que ele fez foi um sujeito chamado Billy Cox, que além de boa praça, também era baixista; os dois passavam as raras folgas tocando juntos; além disso, Hendrix sofreu um acidente no exército, o que o obrigou a voltar pra casa; sem perspectivas de trabalho e animado pelas sessões com Cox no quartel, decidiu se jogar na estrada e achar bandas que o quisessem como guitarrista contratado;

- Keith Richards está em NY e resolve ir a uma casa de shows qualquer curtir um som; no palco da casa está tocando Hendrix e uma banda de blues; Richards fica encantado com aquele menino no palco, mas encanto mesmo ele causa na namorada de Richards; é ela que, dias depois, comenta com Chas Chandler, baixista do The Animals e à procura de um artista que o tirasse dos palcos e o fizesse realizar o sonho de ser empresário, que conheceu um tal Jimi Hendrix e que talvez Chas possa gostar dele; Hendrix e Chas se unem, e Chas tem a ideia de tirá-lo dos EUA e levá-lo a Londres; em novembro de 1966, Hendrix consegue marcar sua primeira apresentação na terra em que os Beatles já estavam estourados; a casa de shows que o recebe, porém, está vazia, e quem conta não sou eu, mas Paul McCartney, porque o beatle era uma das poucas pessoas que estavam na plateia naquele dia; ao ver Hendrix, Paul o indicou para um festival nos Estados Unidos e, dali, o mundo todo conheceu o espantoso Jimi Hendrix.

O documentário foi aprovado pela família de Hendrix – conhecida por ser mão pesada com a obra e imagens do músico -, o que explica o tom exageradamente chapa-branca do filme. Hendrix é excessivamente descrito como um cidadão ingênuo que só queria fazer música. Drogas, problemas familiares, namoradas, más companhias, crises criativas, teorias sobre sua vida e sua morte, nada disso é discutido ou sequer citado. Conceitualmente, o documentário está mais próximo dos programas de biografia que passam em canais como VH1 ou MTV, do que de uma peça cinematográfica.

12.

O In-Edit termina oficialmente no domingo. Dá pra ver alguns desses citados acima e outras coisas muito boas. E ainda tem um chorinho na segunda (12), terça (13) e quarta (14), com exibição de filmes antigos e repeteco de alguns exibidos este ano. Confira aqui.

Quem escreveu
Eduardo Lemos

Jornalista, ex-aluno de futuro promissor, ex-músico de gosto duvidoso e ex-meia direita que já fez gol que saiu no jornal.

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