Por dentro do ensaio: Ludov

Pá. Barulho forte de portão batendo. Sem concorrência de sons: passa da meia noite e não há ninguém na rua, nenhum carro passando por ali naquele momento. Talvez porque esteja muito frio. Talvez porque seja segunda-feira. O silêncio que só o portão azul batendo é capaz de quebrar. Pá. Na verdade, é terça-feira – já passou da meia noite. Em frente àquele portão azul do estúdio Loop, estão Mauro Motoki, Vanessa Krongold, Paulo "Chapolim", Hurso Ambrifi e Habacuque Lima. Eles terminaram agora mesmo mais um ensaio com vistas para o show que realizam nesta quinta-feira, no Sesc Pompeia, e que marca o lançamento de “Miragem”, quinto álbum do grupo, lançado digitalmente no mês passado e que sairá também em vinil. Os ingressos para o show estão esgotados.

Os cinco também estão esgotados, embora mesmo tarde da noite eles estejam mais empolgados do que cansados. Em 12 anos de carreira, nunca o Ludov se preparou tanto para um show. Iluminação, figurino, roteiro do repertório, convidados: tudo foi previamente pensado. Naquela noite, cada um vai para sua casa e, se o corpo pede repouso, a cabeça continua pensando nos detalhes, nas últimas ideias possíveis de se arriscar, nos ajustes finais. A cabeça continua ensaiando. E logo cedo tem ensaio de novo.

Exatas 10 horas depois, Vanessa está parada em frente ao portão azul do Loop. Já não faz o frio de poucas horas atrás, e sim um calor deslocado e sufocante. Ela está aguardando. Alguém finalmente aperta o botão que destrava o portão; ela entra, bate o portão e caminha rumo a sala de ensaio, onde já estão a postos Mauro, Habacuque, Hurso e Paulo. O som lá dentro é alto. Baixo, guitarra e bateria duelam nervosamente enquanto Mauro opera efeitos futuristas no teclado. Ao final da jam, Vanessa já está em frente ao microfone para dar um aviso. “Estou saindo de um resfriado”, diz. “Hoje vou usar pouco a voz”.

Ao ensaiarem “Copo de Mar”, que abre o disco, quem faz os vocais é Habacuque. Vanessa aproxima a boca do microfone, mexe os lábios, mas não canta. O técnico de som me pergunta:

- Ela tá fingindo?

Na verdade, não. Vanessa está ensaiando, embora sua voz não saia. Sua mímica vocal é silenciosa mas orienta a banda. Banda experimentada é assim: às vezes basta olhar, nem é preciso ouvir.

Conforme o andamento do ensaio, sua voz vai melhorar e, da metade para o fim, ela cantará todas as músicas. Entre “Copo de Mar” e “Sétima Arte”, dá tempo de Mauro Motoki me contar que na preparação deste show eles deram uma remexida no baú e revisitaram canções antigas das quais nem eles lembravam. “É até engraçado”, conta, “porque passamos um tempão tirando essas músicas. Tínhamos esquecido de como tocá-las. Quem nos ajudou muito nesse processo foi o Hurso. Coube a ele nos ensinar determinadas músicas nossas”. Mais tarde, Vanessa daria uma explicação compreensível para este fenômeno insólito. “Temos mais de 100 músicas. Imagine lembrar de todas?”

Das mais bonitas do novo disco, “Sétima Arte” começa sem Vanessa cantando, mas Mauro pede que ela faça a mímica. Vanessa se aproxima do microfone, e dessa vez, canta. Eles passam a música duas vezes. “Sétima Arte” tem mesmo o clima que pressupõe seu título: é uma música com cara de cinema. Enquanto estou escutando-a ao vivo ali no ensaio, fico pensando em qual tipo de cena ela se encaixaria. Que tal a cena de uma excelente banda ensaiando dois dias antes de estrear um show? Por um instante imagino que aquilo poderia ser um filme. A música se encaixa perfeitamente à cena: cinco músicos dando tudo de si, trocando olhares de aprovação ou de atenção, interrompendo vez ou outra o andamento da canção para ajustar um detalhe aqui, outro ali. Momento de preparação.

Uma cena e tanto essa do Ludov, uma música e tanto é “Sétima Arte”.

Ao final da música, os músicos dizem quase em uníssono:

- Ficou ótima!

Uma cena e tanto.

O ensaio segue com “Cidade Natal” e “Congelar”, também do disco novo. A cantora Blubell chega no estúdio. É a primeira vez que ela cantará com o Ludov. A música é “Reparação”, uma delicada composição de Mauro Motoki e segunda música do lado B do disco. Assim como Vanessa, a primeira coisa que Blubell faz quando se aproxima do microfone é dar um aviso. “Estou rouca, gente. Minha voz está sem potência nenhuma”, diz a cantora, indicada ao prêmio de melhor cantora pop no Prêmio da Música Brasileira deste ano. Antes de a música começar, Blubell fala com Mauro. “A música é só sua?”. Ele assente com a cabeça. Blubell retorna. “Adorei”. Vanessa começa cantando:

“Contrariar o capricho A inclinação natural de guardar A ternura que há entre dois corações Ensaiar”.

Vanessa e Blubell combinam que a última entrará no palco quando a canção já estiver em andamento. “De modo sorrateiro”, brinca Blubell. Quando ela canta, sua voz sai nítida e o tom parece deixá-la confortável. Passam a música novamente e, desta vez, se dedicam a um determinado momento em que há um trabalho vocal conjunto de Mauro, Hurso, Vanessa e Blubell. É uma das cenas mais bonitas do ensaio: os quatro cantando acapella os vocalizes característicos da canção. Quando baixo, bateria e guitarra voltam, a música caminha para seu final e um abraço entre Vanessa e Blubell resume o sucesso da empreitada.

“Conheço o Ludov e sou fã desde os tempos áureos da MTV, quando eles frequentavam as paradas de clipes. Mais tarde, conheci a Vanessa, o Chapolin, o Habacuque e o Hurso por amigos em comum. Com o Mauro Motoki, dividi o palco nos tributos a John Lennon e Paul McCartney dirigidos pelo Zé Antônio Algodoal”, relembra Blubell, horas depois. Ela diz ter sido difícil escolher uma canção de “Miragem”, “O disco tá cheio de música boa”, diz. “Escolhi Reparação porque adoro a letra e a levada à la Beatles - não por acaso, ela foi escrita pelo Mauro, meu colega de beatlemania - e também porque achei que ela dá um bom dueto. Vai ser pra lá de precioso cantar com a Vanessa.”

Preciosa também é a música que encerra o ensaio. “Quem Cuida da Casa” é preciosa porque contém apenas três frases (“Quem vai cuidar da casa/quando eu não estiver aqui/quando eu estiver fora de mim?”) e uma levada irresistível – e que ganhou um divertido clipe dirigido por Habacuque e inspirado nos filmes do diretor americano Wes Anderson.

Em um dos intervalos do ensaio, o Azoofa conversou com Vanessa, Mauro, Habacuque, Paulo e Hurso. Confira os melhores trechos:

AZOOFA: Queria que vocês contassem um pouco sobre esse show. Como ele está sendo preparado?

Mauro Motoki: Esse show é o primeiro em muitos anos que a gente não prepara um espetáculo. A gente estava desde de 2011 em uma  mentalidade mais pragmática. Tanto para gravar os EPs, quanto para tocar ao vivo. Claro que envolve uma produção em um show mais assim: cenografia, figurino, iluminação... mas a gente tava muito rock’n roll nesse sentido, tipo “vamos lá, vamos tocar”.

Esse show já começou diferente nisso, e isso tem tudo a ver com o disco, eu acho, o jeito que o disco foi feito. O disco pediu esse necessidade de fazer um show estrutural, com mais gente. Os EPs estávamos fazendo dentro de casa, então, eu sou sócio de um estúdio e produzimos o CD, então era tudo dentro da banda. Esse disco teve esse movimento de chamar o Arthur Joly, que é o produtor, ir lá no estúdio dele. Então já teve esse movimento expansivo, e o show é parecido nesse sentido. Nós chamamos o figurino, o cenógrafo etc.

E isso influiu na escolha de repertório do show?

Mauro: São dois fatores: não só ser um espetáculo montado onde você pensa na ordem das músicas como um roteiro. Normalmente, é “vamos lá, vamos tocar”, você pensa só na adequação da transição de uma música pra outra, ou colocar as músicas novas ali no meio. Nesse show não. O ritmo é importante, porque vai dialogar com a iluminação, o senso de espetáculo também, o que a pessoa espera quando senta, quando está sentada lá há 20 minutos, quando está cansado no final do show etc. Planejamos como se fosse mais um roteiro mesmo.

Vocês opinaram na iluminação, no figurino, nessas áreas?

Mauro: A gente teve uma conversa no planejamento do show, e a gente foi bem sincero, tivemos um papo bem sincero todo mundo e foi bem legal. Falamos: olha, acho que por mais que a gente invente muita moda – nós, a base da banda- , a Vanessa por ser a Vanessa, que é um figura carismática na frente cantando com uma voz de personalidade, acho que ela naturalmente chama a atenção no palco, acho que deveria partir dela e daí pra gente, sendo que todos os shows que nós fizemos era uma coisa pensada pela banda toda. Muito planejamento de banda.

E nesse show a gente resolveu dar uma cara diferente. "Vamos partir da Vanessa". Porque, na verdade, se todo mundo entra na pira que quer vestir roupa de astronauta e a Vanessa quer se vestir de bailarina, por exemplo, quem vai ficar é a bailarina e não o astronauta, tipo isso. Acho que ela tem o impacto de palco, de presença de palco central.

Habacuque: Também acho que para as coisas funcionarem sempre, ainda mais em uma banda, alguém tem que tomar a função “Pode deixar! Manda aqui!” e nessa a Vanessa tava muito empolgada e afim de fazer e criar esse espetáculo. Esse é o fator mais importante, alguém precisa tomar a rédea. A Vanessa disse: “é o seguinte, tem o espetáculo, eu quero fazer legal” e nos reunimos e demos carta branca pra ela. E aí ela foi mandando fotos, mandando imagens, falando com a iluminadora, com o figurinista, com o cenógrafo, e montando esse espetáculo, e a gente assinando.

Mauro: Pelo menos a gente chamou atenção para isso, porque pelo menos pra gente é inédito, eu acho que é uma coisa legal, a gente sempre fez questão de ser uma banda muito igualitária, pelo menos internamente. Todo mundo dá a opinião igual e dessa vez, realmente de um ano pra cá, tem acontecido isso, dá pra dar vários exemplos. A gente sacou que nem tudo precisa de reunião de cúpula, porque demora muito. E tem a questão da confiança, é claro. E acho que é legal, porque confiança em nosso caso parte de uma princípio: se você deixou na mão de alguém pra fazer, e a pessoa está disposta a fazer, você também precisa segurar um pouco sua onda de não dar uma de cliente do cara (risos). Estamos passando por isso. O mais legal é que o Habacuque dirigiu o terceiro clipe desse disco, são iniciativas quase que individuais. A gente olha, opina, mas realmente quem tá afim que faz.

Vocês nunca tinham feito um espetáculo tão pensado? 

Paulo Chapolin: Tem alguns detalhes que são inéditos para gente, já trabalhamos uma ou outra vez com projeção, cenografia a gente fazia, iluminação tivemos uma vez mas nunca tudo junto, dentro de um conceito.

Vocês acham que isso tem a ver com o lance de cada vez mais o show ser um momento único, já que o CD, o disco, já não traz esse retorno com o público? Uma vez eu li o Lenine dizendo que o show é cada vez o momento mais importante que o disco que eu estou lançando, é a hora que eu realmente falo com o meu público.

Mauro: Pode ser, é uma boa colocação. Não consigo analisar isso, mas é legal, bem pensado.

Paulo: Acho que é mais pelo disco, porque o disco tem uma unidade, uma personalidade muito específica, e isso é representado no show.

Mauro: Acho que são várias coincidências juntas, e uma das que eu sinto é o momento da banda, o momento pessoal da banda e de carreira. É muito mais interessante pra gente se esforçar um pouco mais e montar um espetáculo, que a pessoa possa lá assistir, do que essa batalha insegura e inconstante de ficar fazendo show de acordo com o que vem por aí, sabe? “Ah o show é para fazer para 50 pessoas em um fundo de quintal? Então vamos lá, vamos fazer, ou para fazer para 50.000 pessoas? Vamos” Dessa vez, acho que a gente pensou que o show é o show, e dá pra adaptar para alguns lugares. Isso tem muito a ver com o fato de ser um disco vinil, já é um lance mais restrito.

Habacuque: Isso também é de acordo com o momento que você tá. Quando a gente tá na pré-produção do disco, compondo as músicas, é muito importante. Quando estamos gravando, é muito legal e importante também, é um momento assim... mas quando você está no show é “Pô! O show é que é o momento”. E quando acaba o show é: nossa é mto importante esse momento de respirar! (risos).

Por que vocês decidiram lançar o disco em vinil?

Habacuque: Nós falamos: vamos fazer alguma coisa muito legal. A gente já tinha lançado esses 3 EPs, principalmente digitalmente, e aí mesmo nos EPs a gente tentou fazer algo especial, uma capa na mão, um pen drive, mas ai na hora de gravar o disco...

Mauro: Acho que a novidade foi também outro fator. Sempre queremos fazer alguma coisa que nunca fizemos antes, e aí o EP foi muito isso, descaradamente. Em um EP, decidimos: "vamos fazer as capas à mão”, depois “vamos fazer um pendrive” e o terceiro EP era “cada um faz uma capa”. Virou meio gincana, assim... (risos). Aí, o movimento mais natural era “vamos fazer um vinil, nunca fizemos um vinil”.

Mauro, você comentou comigo das músicas antigas, que vocês estão tendo um trabalho para lembrar, como que é isso? 

Mauro: É engraçado. Quando nós começamos a comemorar 10 anos de banda, teve um sentimento de revisão, de olhar pra trás e ver o que fizemos até agora, mas você não sente isso na prática até chegar esse momento de “vamos pegar uma música de 8 anos atrás". Aí, você não  sabe mais tocar a música, e muita coisa passou e ela foi ficando, sei lá, fomos fazendo escolhas de repertório em que essa música quase nunca foi escolhida.

Vanessa: São mais de 100 músicas, então não dá para saber todas de cabeça.

Paulo: E esse disco tem uma personalidade mesmo, escolhemos as músicas de acordo com a adequação a esse clima, e antes não, quando fazíamos um show, nós pegávamos as músicas que funcionavam, ou as músicas que a gente sabia tocar ..

Teve alguma música antiga que vocês tiraram e falaram “nossa, esquecemos dela, e ela é muito legal!” Houve essa descoberta emocional? 

Mauro: Teve, teve “Fugir desse país” que é do "Disco Paralelo", que gravamos em 2007.

Habacuque: Essa foi especial porque ela é bem complicada de tocar e a gente tocava ela com uma formação diferente, eu tocava baixo, o Fábio [Pinczowski] tocava outra guitarra, era tudo diferente. Então, toda vez que íamos tocá-la ficávamos com preguiça. “Essa vai ser difícil, vai ter que mexer muito". Mas pegamos ela ontem e já está ficando boa.

Mauro: Graças ao Hurso! O Hurso não tocava com a gente nessa época. Ele tem o ouvido muito bom, então ele que tira as músicas e traz pra gente. E é super bizarro isso, se você parar pra pensar. A sua mente viu sentido naquilo na hora de fazer o arranjo e agora parece uma coisa de outro mundo mesmo. Aliás, se fosse outra pessoa mesmo que tivesse gravado, criticaria muito.

Habacuque: Tem uma coisa engraçada que aconteceu agora. Eu tava cantando “Noite Clara”, e eu cantei assim, sabe quando você ta cantando sem pensar na letra? Eu cantei “vou usar / meu macacão marrom”. Cara, não é meu macacão marrom, o que que era?

Vanessa: Cachecol marrom! (risos)

O show tem participações do Filipe Catto, Blubell, Arthur Joly e Piero Damiani. Queria que vocês falassem um pouquinho de cada uma.

Mauro: Eu posso começar a falar de duas em especifico. Uma é o Arthur Joly, que é o produtor do disco e amigo nosso há muitos anos antes do Ludov existir, já tínhamos essa amizade e uma admiração grande. Hoje em dia ele é referência de estúdio, som, construção, pioneiro da retomada dos sintetizadores. Sempre acompanhamos o trabalho dele e ele o nosso, sempre tivemos uma relação estreita de músico, ele promove anualmente o almoço de músicos que a gente sempre comparece, e nunca fizemos nada junto, o que não dá pra entender.

E aí chegou o momento. Esse disco é o que é muito pelo Joly, a contribuição dele foi muito grande. Então, a participação óbvia, natural e de honra também. O Piero Damiani é um amigo de longa data. Eu comecei a tocar bastante com ele já há algum tempo, em outros trabalhos, especialmente trabalhos de estúdio. Ele é regente vocal. E a Vanessa estava com um ímpeto de explorar mais a voz dela – todo mundo na banda estava com essa vontade de explorar novos caminhos. E eu indiquei o Piero por esse trabalho de preparação vocal que ele faz. Ele fez com a Vanessa, ficou incrível e ele acabou até se tornando co-autor de uma das músicas do disco, de tanto que ele explorou e alterou as melodias.

Vanessa: Esse show ter tantas participações assim é bem sintomático do que foi o processo de gravação do disco, que foi bem colaborativo mesmo. Além do Joly e do Piero, chamamos duas pessoas que são amigos mais recentes, amigos que fizemos no universo da música mesmo, que são a Blubell e o Filipe Catto. Além do Ludov admirar o trabalho dos dois e de eles admirarem o trabalho da banda, é um processo também bastante natural que a gente se convide para nos divertirmos juntos ali no palco. O Filipe é um super fã das duas músicas que ele vai fazer ("Não Me Poupe" e "Copo de Mar"). E a Blubell acabou de ser indicada ao prêmio de melhor cantora do país, vive uma fase muito feliz na carreira e é uma honra pra gente poder contar com ela.

Mauro: Acho que tem tudo a ver os dois estarem conosco. O Filipe eu não conhecia, mas a Bel eu já conhecia e é uma amiga de todos da banda. Mas é aquilo que falamos anteriormente, da Vanessa ter ido atrás de certos elementos do espetáculo: os convidados são a cara dela, representam o gosto e as referências dela, especialmente.

E como rolou a escolha das músicas que eles cantariam?

Vanessa: Desde sempre o Filipe quer cantar essas músicas com a gente. Na verdade, essas foram escolhas dele. Com a Bel, a gente trocou uma figurinha e escolheu junto.

Como esta seção se chama Por dentro do ensaio, eu queria saber de vocês como é essa relação com o ensaio. Agora pouco alguém falou que ensaiar de dia rende muito mais do que ensaiar de noite...

Mauro: Isso é uma curiosidade e uma novidade neste processo. Normalmente, ensaiamos em períodos mais espaçados e constantes. Ensaiamos normalmente uma vez por semana, com 2 meses de antecedência. No caso desse show, foi diferente. Desde o lançamento do disco nas lojas, que foi há mais ou menos 1 mês atrás, a gente já vinha trabalhando. Mas agora deu essa maluquice de imersão total (risos).

Vanessa: Eu acho bem bacana, na verdade. Quando você está absolutamente envolvido desse jeito, você tá respirando esse show há 3 ou 4 dias antes do show. Realmente, não conseguimos pensar em mais nada a não ser no show. Tenho certeza que todo mundo ontem foi dormir pensando no ensaio e acordou trocando mensagens sobre o ensaio... É um processo novo pra gente.

Mauro: Se for pra gente opinar, anota aí: ensaiar de dia é muito melhor! (risos)

***

fotos | Gustavo Kamada

arte | Belisa Bagiani

Quem escreveu
Eduardo Lemos

Jornalista, ex-aluno de futuro promissor, ex-músico de gosto duvidoso e ex-meia direita que já fez gol que saiu no jornal.

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