Top Azoofa - Cinco Hits Reciclados

Difícil pensar que clássicos que você canta automaticamente, sem nem mesmo saber porquê, e que combinam perfeitamente com a personalidade de quem está cantando, foram, na verdade, feitos pra outras pessoas. Mais complicado ainda é pensar como esses hits puderam ter sido rejeitados por grandes nomes da música. Era tão claro que seria sucesso...

DON’T YOU FORGET ABOUT ME

Um dos maiores hits dos anos 80. Basta dizer que na parede de Ferris Bueller, personagem principal de Curtindo a Vida Adoidado, filme icônico para os jovens daquela década, havia um pôster da banda escocesa Simple Minds com o título do tal sucesso. A verdade é que tempos antes a música havia sido rejeitada por artistas mais conhecidos, como Billy Idol e Brian Ferry, antigo integrante do Roxy Music. Tá certo que o Ferry fez mais sucesso nos anos 70, mas imagine o Billy Idol cantando “Don’t You Forget About Me”? Anos 80 ao quadrado.

MALANDRAGEM

A música que apresentou, de fato, Cassia Eller para o Brasil, mesmo fazendo parte apenas do terceiro disco da cantora, não era inicialmente pra ela. Pois é, apesar de ter servido como uma luva, a musa inspiradora dos autores Cazuza e Frejat era outra maluca de primeira: Ângela Rô Rô. Quando Ângela ouviu “Malandragem” pela primeira vez, ainda nos anos 80, pensou: “Garotinha? Eu tenho 38 anos! Muito obrigada, mas essa música não é pra mim não. Muito tranquila...!”

HARD LUCK WOMAN

A balada de sucesso do Kiss, gravada no auge da carreira dos caras, tinha outros planos iniciais. Especialista em escrever canções do gênero, Paul Stanley, vocalista e guitarrista da banda, compôs “Hard Luck Woman” inspirado no hit avassalador “Maggie May”, de Rod Stewart, e resolveu presentear o escocês com a música achando que ele iria gravá-la tranquilamente e manter viva a fórmula que já havia lhe rendido milhões. Após negativa, Paul decidiu incluir o som ao repertório do Kiss, oferecendo à seu baterista, Peter Criss. Rouco por rouco...

CALL ME

Hit que chegou ao topo das paradas americanas, inglesas, e canadenses, além de também ficar entre as cinco mais executadas na Suíça, Suécia, África do Sul, Noruega, Irlanda, França, Áustria e Austrália, “Call Me” é uma das músicas mais lembradas da ícone new wave, Blondie. Realmente não dá pra acreditar que não fizeram essa música pra ser cantada pela frontwoman Debbie Harry, tamanha a sinceridade com a qual a mesma a interpreta. Mas a ideia original também anima. O alvo, de inicio, era  Stevie Nicks, uma das líderes do Fleetwood Mac, que ensaiava uma carreira solo no final dos anos 70. Por força contratual entre o produtor, Giorgio Moroder, e Nicks, acabou não rolando. Mas tinha tudo pra dar certo.

IT’S RAINING MEN

Clássico exemplo de “one-hit wonder”. The Weather Girls, típica dupla pop americana do começo dos anos 80, só gravou “It’s Raining Men” devido as recusas de Diana Ross, Donna Summer, Barbra Streisand e Cher. Se elas soubessem que a música se tornaria um dos maiores hinos gays da história, com certeza não jogariam fora a oportunidade de reverenciar uma grande parcela de seus fãs mais fiéis.

Quem escreveu
Daniel Branco

 

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