Passando a Limpo: Eric Clapton (1ª Década de Carreira)

Eric Clapton é um cara multifacetado. Não só pelos diferentes tipos de cabelo que teve ao longo de 50 anos de carreira, mas também pela quantidade de bandas que tocou e de estilos musicais que frequentou durante sua trajetória.

Começou em 63 (mesmo ano que Beatles e Rolling Stones lançaram seus primeiros discos) tocando em pequenos bares com a banda The Roosters. No mesmo ano já fazia parte do Yardbirds, grupo que também teve no comando das guitarras Jeff Beck e, posteriormente, Jimmy Page. Ali ficou até 65, largando os companheiros por discordar do rumo um tanto pop que, inevitavelmente, veio junto com o estouro da banda.

Ainda em 65 se junta ao John Mayall & The Blues Breakers, um dos mais influentes conjuntos da Inglaterra. No ano seguinte gravam o excelente disco Blues Breakers with Eric Clapton em apenas três dias, algo impensável para os tempos atuais (nos quesitos rapidez e qualidade). Foi nessa época que sua popularidade explodiu e era comum ver a frase “Clapton is God” pixada nos muros de Londres.

Em 66 forma o primeiro "power trio" da história do rock, o Cream, com Jack Bruce (falecido no último dia 25) no baixo e Ginger Baker na bateria, criando assim um novo jeito de tocar: misturando rock, blues e psicodelia, com um vigor poucas vezes visto antes. A banda dura pouco mais de dois anos, tempo suficiente para gravar cinco discos.

Essa época também ficou marcada por uma participação de responsa por parte de Clapton: o solo de guitarra na clássica música “While My Guitar Gently Weeps”, do Álbum Branco, dos Beatles, a pedido de seu grande amigo e autor da música, George Harrison.

Sempre buscando novos caminhos, no ano de 69 junta-se ao o ex-parceiro de Cream Ginger Baker, a Steve Winwood (ex-Traffic) e a Ric Grech (ex-Family) para, desta vez, ser pioneiro na formação das chamadas “superbandas”. O Blind Faith, nome do projeto, lança apenas um disco, considerado uma das grandes obras de sua carreira.

Fugindo dos holofotes em 70, Clapton acompanha o espetáculo de rock e soul Delaney & Bonnie and Friends, liderados pelo casal Delaney e Bonnie Bramlett, numa turnê. Encorajado por Delaney, lança enfim seu primeiro (e tão aguardado) disco solo, homônimo. Sem parar, no mesmo ano, forma a banda Derek & The Dominos, lançando o álbum Layla and Other Assorted Love Songs, inteiramente dedicado à sua amada Pattie Boyd, então esposa de George Harisson.

A primeira década de sua carreira termina de forma melancólica. Apesar de grandes discos e parcerias históricas na bagagem, Clapton larga tudo para passar três anos deprimido e afundado na heroína. Principalmente em razão desse amor (até então) não correspondido.

É claro que o restante da década de 70 foi fundamental para colocá-lo no auge novamente. Novos discos foram gravados, novas parcerias firmadas e sua carreira de vez consolidada. Mas deixe a parte II dessa história pra outro dia...

Quem escreveu
Daniel Branco

 

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