Entrevista: Chico Mitre (Tokyo Savannah)

O trio de rock Tokyo Savannah acaba de lançar seu segundo disco, 'Straight to Heavy', após 5 anos do primeiro trabalho. Gravado durante o ano de 2015, o álbum foi finalizado apenas no mês passado, com a ajuda do produtor Eduardo Aguiar, o Alemão, que conseguiu traduzir o que a banda tinha em mente, mas até então não havia conseguido colocar em prática.

Chico Mitre, vocalista e guitarrista, conversou com o Azoofa sobre o lançamento e falou um pouco sobre a evolução musical da banda, o processo de composição dos sons, o trabalho com diferentes produtores, além de apresentar o novo baterista e anunciar o próximo clipe que está por vir. Boa leitura!

AZOOFA - Fale um pouco do processo de composição das letras! Todos escrevem? Quais foram as inspirações para compor 'Straight to Heavy'?

Chico Mitre - Eu e Joni escrevemos todas as letras e músicas. Não temos uma fórmula. Elas surgem de maneiras diferentes. Em 'Straight to Heavy' tivemos uma preocupação em diversificar também as letras, que no primeiro disco eram basicamente historias. A gente costuma ir anotando coisas que acreditamos que possam dar boas letras quando desenvolvidas, depois com as musicas compostas a gente vai experimentando para ver o que combina com a melodia de cada música e, quando encaixa, a gente desenvolve.

Por que o disco ganhou uma nova mixagem recentemente? Foram acrescentados novos elementos?

A primeira mixagem foi complicada. O produtor não conhecia o mesmo rock que a gente, tentou produzir demais, foi excessivo. O som da bateria estava muito artificial e não estávamos contentes. Na segunda mixagem nós começamos do zero, praticamente. Diria que saíram mais elementos do que entraram. Ficou com uma sonoridade mais rock 'n' roll. A diferença da sonoridade do primeiro disco, seis anos atrás, pro 'Straight to Heavy', é grande.

Rolou uma evolução musical, uma certa mudança no estilo ou os dois?

Os dois. Faz muito tempo que lançamos o primeiro disco, e as músicas foram escritas ainda antes disso. Gravamos ao vivo em 1 dia, com amigos na sala, como um show mesmo. Mas isso combinava com as músicas do primeiro disco. Eram mais cruas, mais simples e parecidas entre si. Em 'Straight to Heavy' tem influências bem diferentes. Demoramos um ano para gravar tudo, algumas musicas não estavam terminadas quando começamos. E teve bastante influência do Snoopy, nosso baterista no disco, que trouxe levadas mais criativas, assim a gente pode explorar melhor o groove das músicas.

Aliás, como vocês definiriam a sonoridade de vocês?

Eu definiria como Rock alternativo.

Quem gravou a bateria no 'Straight to Heavy'? A banda vai manter um baterista fixo?

Quem gravou e compôs as linhas de bateria foi Snoopy. Ele saiu pois se mudou para Austrália. Agora quem toca conosco é o Caio Casemiro, que toca também no Combover, Sheila Cretina, e mais outras bandas. Pretendemos mantê-lo sim. Espero nunca mais ter que trocar de baterista. Muito chato ficar testando gente.

Quais as principais diferenças em trabalhar com o Jesus Sanchez, o Guto Gonzalez e o Eduardo Aguiar como produtores?

Foram épocas diferentes também. O Jesus participou da reprodução, sugeriu coisas para as músicas, captou bem a essência, decidiu pela gravação ao vivo. Foi uma experiência muito boa e divertida. Com o Guto trabalhamos pouco. Gravamos dois sons com ele, as músicas estavam fechadas já e tínhamos pressa. Foi bem objetivo. Já o Alemão entrou na pós-produção. A gente trabalhou junto procurando timbres de vocais e baixo, e ele salvou o som da nossa bateria.

Vocês tocaram no Lollapalooza em 2013 e o show foi bastante elogiado. Como surgiu o convite e como foi essa experiência?

O pessoal da GEO eventos, que cuidava do Lolla na época, conheceu nosso som e nos chamou para um evento, o WCT Music Festival, no RJ. Tocamos lá, eles gostaram do que viram e nos chamaram para o Lolla. Foi uma experiência ótima também, nos divertimos muito e fizemos um ótimo show.

Vem clipe novo por aí? Já dá pra adiantar o som e o diretor?

Sim, vamos lançar em breve o clipe de "Two Time Criminal". Gravamos no interior de São Paulo, e foi dirigido pelo Emiliano Kore.

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Quem escreveu
Daniel Branco

 

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