PLAYLIST Barão Vermelho Por Rodrigo Suricato

Rodrigo Suricato, o "maior Barão que você respeita"

Conheci o Rodrigo muito antes dele ser vocalista - e superstar - da banda Suricato e, certamente, nesta época ele nem "sonhava" em suceder Cazuza e Frejat nos vocais de uma das maiores e mais respeitadas bandas de rock nacional. Porém, quando o conheci, ele já era um dos melhores guitarristas do Brasil.

 

Os anos passaram - ele acompanhou inúmeros artistas com sua guitarra durante este período - e hoje ele tem seu talento reconhecido e aplaudido pelo público e pelos jornalistas especializados à frente das bandas Suricato e Barão Vermelho. Desde o início do ano, Rodrigo Suricato tem rodado o país, com sua guitarra e seu chapéu (um charme à parte que ele não abre mão!), e comandado multidões.

 

Estive no último show que a banda Barão Vermelho fez no Rio de Janeiro e afirmo: Rodrigo lidera, com maestria, uma catarse coletiva. Os sucessos da banda fazem parte da memória afetiva de todos nós e ir a shows em que toda plateia sabe cantar todas as músicas nos dá uma sensação de pertencimento que eu adoro.

 

Ainda afetava pela emoção de ver meu amigo rockstar entoando canções escritas por Cazuza e Frejat de maneira tão linda e segura, mandei pra ele quatro perguntinhas e divido suas respostas com vocês. Além disso, pedi que ele escolhesse OITO músicas do Barão pra nossa playlist. A tarefa foi árdua - nem eu conseguiria escolher só oito músicas da banda - mas ele tirou de letra, como tudo que se propõe a fazer.

 

Com vocês, Rodrigo Suricato, meu barão preferido!!!

 

 

1) Como surgiu o convite pra você se assumir os vocais da banda Barão Vermelho?

 Conheci o Maurício Barros (tecladista da banda) no projeto Nívea Rock Brasil. Era uma banda formada por artistas medalhões e eu ali no meio representando a galera mais nova. Ficamos amigos e entre nossas conversas ele percebeu que eu sabia tudo de Barão Vermelho. Vários meses depois me ligou explicando que o Frejat não estaria mais dentro e que pensaram em mim. Fiquei muito honrado e disse que se não tivesse que escolher entre Suricato e Barão estaria tudo certo. Adoro tocar e estar com todos eles.

 

2) O repertório do Barão já fazia parte da sua memória afetiva ou você precisou estudá-lo para aceitar o convite? 

 Eu sei tudo de Barão Vermelho desde moleque. É minha banda nacional predileta e o Frejat sempre foi uma enorme referência pra mim. Não quis estudar para o primeiro ensaio, queria deixar rolar e saíram 19 músicas de primeira. Me sinto muito à vontade dentro desse estilo e também com repertório para fazer as coisas do meu jeito, mas sem descaracterizar o que é sagrado.

 

3) Você também é vocalista e fundador da banda Suricato. O terceiro disco está a caminho? Já pode nos adiantar algumas coisas? 

 O disco ainda está sendo finalizado e acredito que saia até o fim do ano. O título provisório é “Na mão as flores”. Não estava nos meus planos mas é possível que eu mesmo produza esse disco. Estou muito confiante com o repertório e acho até que estou compondo muito melhor. Serão 12 faixas inéditas minhas e com ocasionais parceiros como o Moska, Daniel Lopes e Maurício Barros. 

 

4) O que mudou no Rodrigo que sonhava em ser músico para o artista consagrado que lota todas as casas de shows por onde passa?

Ainda não estou exatamente nesse nível. Mas o que mudou foi o fim da idealização sobre as pessoas e o mercado artístico. Romantizava muito e criava conceitos absurdos que só me limitavam. Uma outra mudança significativa é que não me submeto mais a trabalhar com pessoas que me puxam pra baixo. Não tenho estômago e não preciso sofrer esse tipo de violência. É um clichê que muitas bandas passam. 

Acho que estabeleci dentro de mim exatamente quais são as prioridades para minha vida. Minha arte é uma ferramenta não um propósito.

Quem escreveu
Fabiane Pereira

 Fabiane Pereira é jornalista, pós-graduada em Jornalismo Cultural pela ESPM e em Formação do Escritor pela PUC-Rio. É mestranda em Comunicação, Cultura e Tecnologia da Informação no Instituto Universitário de Lisboa. É curadora do projeto literário Som & Pausa e toca vários outros projetos pela sua empresa, a Valentina Comunicação. É apresentadora do programa Faro MPB, e atualmente comanda o boletim Faro Pelo Mundo. 

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