PLAYLIST | Plutão Já Foi Planeta

OITO músicas que, na opinião da banda, ficam melhor quando tocadas em festival do que em outro tipo de palco.

     A banda potiguar Plutão Já Foi Planeta está vivendo grande fase. Após ficar entre os finalistas da terceira temporada do programa SuperStar, o quinteto tem rodado os palcos do país com seu show. Depois de uma apresentação apoteótica no primeiro dia do Loolapalloza, os músicos se apresentam no próximo sábado, 7 de abril, no FESTIVÁLIA - O FESTIVAL DOS FESTIVAIS evento que reunirá na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, oito festivais nacionais de música independente, entre eles o Festival FARO - que estará representado pelo show da Tulipa Ruiz com As Bahias e A Cozinha Mineira.


     Já a Plutão vai representar o Festival DoSol (RN) e se apresentará no mesmo dia da banda Francisco El Hombre, de alguns artistas da nova cena musical de pernambuco e de Emicida. No domingo, 8 de abril, os shows serão de Lucas Estrela, Strobo, Carne Doce, Tulipa Ruiz, As Bahias e A Cozinha Mineira e Karol Conka.


     Formada em setembro de 2013, a banda é composta por Natália Noronha, Gustavo Arruda, Nuno Campos (Sapulha), Renato Lellis e Vitória de Santi. Com influências como John Frusciante, Little Joy, Mutantes, Los Hermanos e grupos do indie pop britânico atual, como Bombay Bicycle Club e Little Comets, O PJFP encontra sua assinatura num pop balsâmico.


     Aproveitando o gancho dos festivais, pedi que eles escolhessem OITO músicas que, na opinião da banda, ficam melhor quando tocadas em festival do que em outro tipo de palco. Por fim, como a PJFP é minha convidada do programa FARO do próximo domingo, às 22h, na rádio SulAmérica Seguros Paradiso (95.7 FM), adianto e já divido com vocês parte do nosso papo.

Fabi Pereira: Como surgiu o nome Plutão Já Foi Planeta?  

PJFP: O nome surgiu através de uma pequena confusão, quando foi lida uma matéria antiga (2006) em que Plutão tinha deixado de ser planeta. Isso me intrigou e levei esse nome exótico pra banda. Causou estranheza de primeira, mas também já foi aceita. Talvez pela falta de opção na época.


FP: Vocês acabaram de lançar o single Estrondo. Como é o processo criativo de composição artística de vocês?

PJFP: É um processo colaborativo, mas em fases. Geralmente é trazido um esqueleto, a essência da música completa. No estúdio todos arranjamos e guiamos o rumo da música.


FP: Como O Rio Grande do Norte influencia a música de vocês?

PJFP: Acho que há uma essência da vivência do estado, de tudo que a gente vivenciou e todas as pessoas que convivemos. Somos o que somos enquanto pessoas pelo que passamos por lá. Alguns da banda tiveram a vontade de fazer música a partir de shows de bandas de lá. Sem isso não haveria aquele primeiro pensamento de criar uma banda. Não há uma influência clara na música em si, mas toda a construção pessoal que tivemos até agora com isso tudo é diluído na nossa música.

 

FP: Qual foi a melhor e a pior experiência que a banda teve ao participar de um programa de imensa audiência como o SuperStar?

PJFP: Não conseguimos pensar em uma má experiência relacionada ao programa. Foi de lá que tivemos uma exposição nacional, participamos do começo ao fim, algo que era um dos grandes planos. Conseguimos mostrar nosso trabalho de uma maneira que não conseguiríamos pensar melhor. Não acredito em nenhuma sensação negativa quando pensamos nisso. Só alegria!

 

FP: Há diferença entre tocar num palco de festival e num palco de uma casa de show? Se sim, quais?

PJFP: Acredito que em um festival seja mais propício a presença das pessoas pela música em si. Às vezes, em uma casa de show, tem gente que tá ali pra curtir a noite, às vezes nem sabe quem vai se apresentar. Mas isso também não é uma regra. Temos shows inesquecíveis em casas de show.

Quem escreveu
Fabiane Pereira

Fabiane Pereira é jornalista, pós-graduada em Jornalismo Cultural pela ESPM e em Formação do Escritor pela PUC-Rio. É mestranda em Comunicação, Cultura e Tecnologia da Informação no Instituto Universitário de Lisboa. É curadora do projeto literário Som & Pausa e toca vários outros projetos pela sua empresa, a Valentina Comunicação. É apresentadora do programa Faro na rádio carioca SulAmérica Paradiso FM (95.7 FM).

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