Labirinto lança novo disco

A banda faz show de lançamento no Sesc Belenzinho



Labirinto, banda brasileira de post rock, faz o show de lançamento do álbum Divino Afflante Spiritu, no Sesc Belenzinho, dia 08 de fevereiro, sexta-feira, às 21h. O disco tem a chancela do selo Dissenso Records e Pelagic, responsável pela distribuição mundial do título, que estará disponível em CD, LP e nas plataformas digitais também no dia 08. O Azoofa apresenta, em primeira mão, o novo álbum do Labirinto.

 

Uma das novidades deste disco é a participação de Elaine Campos, veterana da cena punk brasileira. É dela a voz na faixa "Agnus Dei" e que marca a estréia dos vocais em uma composição do Labirinto ao longo de treze anos de carreira.  O single, lançado no último dia 17, expõe a relação entre o sagrado e o profano que permeia a formação do pensamento ocidental e a nossa organização social, através de um dos principais elementos do cristianismo: o corpo de cristo.

 

Não à toa, "Agnus Dei", que em latim significa "Cordeiro de Deus", é a música que mais sintetiza o conceito do álbum e foi a escolhida para ser a faixa número um. Repleta de nuances, linhas de sintetizadores, riffs intensos e pesados de guitarra, as demais faixas trazem suas peculiaridades na composição, seja na mistura de bateria e percussão dialogando de forma frenética e bruta em "Demiurge", nos cânticos e rezas praticadas por oradoras religiosas envolta por ambiências e ruídos fantasmagóricos da faixa "Vigília" ou na própria "Divino Afflante Spiritu", música que dá nome ao disco, que é a mais arrastada e melancólica de todas as composições.

 

Divino Afflante Spiritu, começou a ser produzido há mais de um ano. Quem assina a produção musical é a também baterista da banda Muriel Curi, com o apoio do produtor sueco Magnus Lindberg (Cult of Luna). O material foi mixado e masterizado por Magnus no Redmount Studios em Estocolmo.


Divino Afflante Spiritu estará disponível nas plataformas digitais.


(Foto: Fernando Yokota)


Confira abaixo o faixa a faixa:

 

Agnus Dei -  A letra expõe a relação entre o sagrado e o profano que permeia a formação do pensamento ocidental, e a nossa organização social e cultural, através de um dos principais elementos do cristianismo: "o corpo de cristo". Através dessa relação, e da materialização do intangível, a sociedade procura justificativas para seus "defeitos" e mazelas, utilizando-a com mais uma forma de dominação e coerção.

 

Penitência -  Segunda música do disco; mais direta, áspera e curta que as outras faixas. As percussões e sintetizadores estão bastante presentes. A música exprime a busca e a materialização do arrependimento através da dor e da provação; uma busca que muitas vezes é condicionada pelo medo e a coerção, em vez da essência e da reconsideração.

 

ELEH ha-devarim - (em hebraico "estas são as palavras") Música com diversas partes extremamente pesadas e tortas, contrastando com linhas melódicas e bonitas de guitarras e sintetizadores. Baterias irrequietas e oblíquas que a transformam na música mais "metal" do disco.

 

Demiurge - Certamente, a música mais pesada e quebrada do disco. Bateria e percussão dialogando de forma frenética e bruta, com variações abruptas de ritmo, andamento e harmonia.  Ao mesmo tempo, Demiurge flerta com o rock progressivo, o sludge metal, e composições mais tribais com ênfase nos tambores e trabalho percussivo. A música possui a afinação mais baixa de todas. Demiurge significa o Artífice, aquele que modela e constrói as coisas a partir do caos já existente.

 

Vigília - Uma pequena faixa formada por cânticos e rezas praticadas por oradoras religiosas, envolta por ambiências e ruídos fantasmagóricos, e que une as músicas Demiurge e Asherdu.

 

Asherdu - Primeira música que fechamos para o disco. Alterna partes de doom jazz, sludge e post metal, com baterias tortuosas e rápidas algumas horas, e mais lentas e marcadas em outras. A faixa apresenta vários sustos, e mudanças rítmicas em seu percurso. Asherdu deusa canaanita da fertilidade, amor e da guerra, que era adorada no mesmo nível que Javé. Quando os judeus se tornaram monoteístas, houve a destruição do seu templo, e a elevação de uma figura masculina (Javé) como Deus supremo e unívoco.

 

Divino Afflante Spiritu - A faixa título do disco, a mais arrastada e melancólica de todas as composições. Foi escolhida como primeiro single, pois sintetiza a gama de sentimentos contidos no álbum. Arranjos de guitarras e sintetizadores, ora corpulentos, ora belos e desalegres. É a música do Labirinto que mais nos emociona quando tocamos. Ela possui letra que é declamada por algumas vozes soturnas e etéreas. Convidamos o amigo Glauco Felix (National) para participar da gravação das vozes. Divino foi composta em memória ao nosso eterno Joca.

 

O Azoofa apresenta, pela primeira vez, o álbum na íntegra:

 

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