Azoofa Indica: Silva no Auditório Ibirapuera

Em abril, Silva esteve em São Paulo para um evento de lançamento do seu então recém lançado segundo disco, "Vista Pro Mar". Naquele momento, o músico capixaba estava prestes a se apresentar no Lollapalooza - quando fez um dos mais elogiados shows do festival - e preparava-se para estrear a turnê com base no álbum.

Quase 6 meses depois, "Vista Pro Mar" é um show em plena efervescência - já passou por Vitória, sua cidade natal, Rio de Janeiro, Goiânia e até Portugal, além de São Paulo, quando, no mês passado, o músico lotou o Sesc Vila Mariana. Neste sábado, Silva volta à capital paulista, desta vez no Auditório Ibirapuera - saiba mais.

Com exclusividade para o Azoofa, Silva comenta sobre o show, diz estar mais à vontade no palco e admite que é um desafio encarar plateias que ainda não conhecem suas músicas.

AZOOFA: De março, quando você lançou o disco, até aqui, foram uma dezena de shows da nova turnê, passando por Brasília, São Paulo, Goiânia, Vitória, Rio e Portugal. Como tem sido essa experiência de apresentar o disco por tantos lugares diferentes?

Silva: Tem sido incrível. É muito bom ver a música que faço sendo reconhecida por gente de todo país, e poder ir a tantos lugares apresentar o "Vista Pro Mar". Comecei de um jeito muito despretensioso, e agora eu e minha equipe precisamos correr atrás do tempo para nos organizar e dar conta de todos os compromissos. Mas é uma honra.

Eu tenho a impressão que você gosta bastante do ambiente de estúdio – os discos refletem muito isso, um cuidado especial na hora de produzir e de gravar. E no palco? Você tem se sentido mais à vontade?

Aos poucos. Acho que é um processo, né? Mas admito que é muito mais fácil lidar com um público seu, que conhece suas músicas, do que com uma platéia de pessoas que está ali e nunca ouviu o som que você faz. Isso pode ser um pouco frio às vezes, e ainda me incomoda. Estou sempre em busca de uma plateia que conheça as músicas e que assista o show em pé para se mexer ao som das batidas; é outra história e aí eu fico mais em casa (risos).

Em maio, você se apresentou no Sesc Vila Mariana, com ingressos esgotados e uma repercussão muito positiva depois do show, entre críticos e fãs. Depois teve Sesc Belenzinho, em agosto. A turnê alterou muita coisa na dinâmica do show e no repertório para o show que veremos no Auditório?

Não alterou muito. O set é o mesmo. O que muda é que pretendemos estar cada vez mais à vontade no palco, como você perguntou. Tecnicamente mais redondos, e isso é um processo que leva tempo.

No show, você estará acompanhado de integrantes do Bixiga70. Como tem sido essa experiência de tocar com eles?

Eles são demais, né? Na verdade, já se tornaram amigos! Tudo começou no Lollapalooza e vem até aqui. A gente os conheceu ao vivo num show incrível que fizeram em Vitória, e de lá para cá ficou a vontade de um dia fazer algo juntos. Com a necessidade dos metais ao vivo para esses shows, eles foram a nossa primeira opção.

Quando conversei com você em abril, aqui em São Paulo, você me dizia que não tinha intenção de se mudar para o Rio ou para São Paulo, embora a carreira às vezes pedisse isso. Ainda está firme nessa decisão?

Por enquanto sim. Gosto de Vitória, da paz que tenho aqui. Ainda prefiro assim, viajado para tocar, o que às vezes é muito puxado, e volta para descansar.

Em outubro você viaja para o Japão para participar do Red Bull Music Academy. Queria que comentasse a sua expectativa para esta experiência de 2 semanas em Tóquio. Você participará de workshops, e fará shows?

Sim! São vários workshops, experiências em conjunto com outros músicos, produtores, cantores. E tenho uma apresentação marcada lá para o dia 22. A idéia é aprender, trocar experiências, produzir algo juntos. Enfim, evoluir.

***

Pedi a Silva que escolhesse 5 canções de sua carreira que ele considera especiais. Embora tenha classificado essa missão como "muito difícil", ele topou. Ouça:

Playlist: Silva escolhe 5 canções especiais de sua carreira by Soulplaylist on Mixcloud

leia também | Azoofa Entrevista: "Silva não quer ser um vencedor"

arte | belisa bagiani

Quem escreveu
Eduardo Lemos

Jornalista, é sócio da Navegar Comunicação e Cultura, agência que atende clientes como Os Paralamas do Sucesso, Mostra Cantautores, Luiz Gabriel Lopes e Cao Laru. É idealizador do festival Navegar Noites Musicais, cuja primeira edição aconteceu em 2017, em Paraty, e do projeto Nick Drake: Lua Rosa, em homenagem ao músico inglês.

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