5 perguntas: Aláfia

A banda é uma das atrações do Lollapalooza, onde vai apresentar faixas do novo disco



(Foto: Renato Nascimento)


Após 7 anos de estrada e três álbuns lançados no Brasil e exterior, o Aláfia se prepara para a turnê de lançamento do seu quarto álbum. Ainda sem revelar muitos detalhes, a banda, que toca no Lollapalooza no domingo, dia 7, falou com o Azoofa sobre o novo trabalho e o show, onde boa parte desse novo repertório será apresentado.

 

"No festival faremos um show mesclando os três últimos discos da banda mais um material que antecipa o repertório do novo disco", diz a banda.

 

Os trabalhos anteriores, Aláfia (2013), Corpura (2015) e SP não é sopa (2017), marcaram a fusão de sonoridades como jazz, rock, rap e letras que refletiam questões atuais e relevantes sobre a realidade cultural e social do país, o que deve se repetir no quarto disco, que terá novamente a produção de Eduardo Brechó, um dos fundadores do grupo.

 

A big-band paulistana é formada por Brechó (voz e guitarra), Jairo Pereira (voz), Fabio Leandro (teclado), Pedro Bandera (percussão), Lucas Cirillo (gaita), Gabriel Catanzaro (baixo), Estela e Eloisa Paixão (vocais), Filipe Gomes (bateria), Igor Damião (guitarra) e Vinicius Chagas (saxofone) e revelou a cantora Xênia França, que saiu em carreira solo em 2016.

Abaixo nosso papo.

 

O que vocês podem adiantar sobre o quarto disco da banda?

O quarto disco do Aláfia propõe um sambasoul contemporâneo, pós Hip Hop. A temática é a luta, mas a maneira com que este tema é tratado é mais doce e afetuoso. Um disco que busca união e traz esperança.

 

O Aláfia segue para completar 10 anos de estrada. O que mudou nesse tempo?

Amadurecemos como músicos e naturalmente como banda. A estrada nos ensina muito e os processos todos que passamos marcaram nossa vida e arte. A conjuntura do nosso país mudou muito nesse período também e hoje contamos com muito mais vozes somando no coro que fazemos no sentido daquilo que acreditamos. Temos muitos aliados na cena contemporânea e já não soamos tão isolados como no começo.

 

Vocês vão dividir o palco no Lollapalooza com Kendrick Lamar, Luiza Lian e Gabriel, O Pensador. Dá para fazer alguma ponte entre o trabalho de vocês e desses artistas?

Gostaria de destacar a nossa relação com o trabalho do Kendrick Lamar que é nosso contemporâneo e que acompanhamos desde que o seu primeiro disco saiu. Ele nos foi indicado pelo KL Jay e a gente sempre ouviu seus discos nas viagens, etc... Embora ele seja um artista jovem, é um fundamento do nosso tempo e nos inspira, sem dúvida. Para nós, foi um grande presente do destino estar no mesmo palco, no mesmo dia que ele. 

 

A música de vocês é também uma ferramenta de luta pela valorização da cultura negra brasileira, identidade. Desde que a banda começou, como vocês veem a abordagem desse tema na música: é mais forte, estamos mais abertos?

Nossa arte reflete as nossas vivências nas letras, melodias, arranjos e imagens, etc... Tem a ver com a gente mesmo. Como disse anteriormente, no nosso ofício temos muitas vozes aliadas e espaços sendo ocupados que no começo da banda eram muito mais escassos. No entanto, não é exclusividade da música tratar ou defender nenhuma ideia. Todas as formas de comunicação são aliadas das causas que defendem. A música não deve ser considerada mais importante que outras formas de se transmitir ideias.

 

Pensando no festival, se você tivesse que listar 3 músicas do Aláfia para um aquecimento pra quem vai ver vocês lá, quais seriam?

Não são mais quentes, são para aquecer de fato. Salve Geral: o chamado para luta. Mulher da Costa: reverência a quem veio antes. Corpura: proposta de balanço, baile afetuoso.

 

Ouça as músicas abaixo:

 

 

 

 

Quem escreveu
Andréia Martins

É jornalista, trabalhou com edição e reportagem nos portais Vírgula, Globo.com e UOL cobrindo música, política e internacional. Hoje segue na redação e também é editora do Roteiros Literários, sobre literatura e viagem, e do blog Quadrinhas, sobre quadrinhos feitos por e sobre mulheres.

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