Por dentro do ensaio: Rodrigo Campos

Às 10h12 da última segunda-feira, numa das salas de um estúdio da rua Cardeal Arcoverde, os músicos Rodrigo Campos, Thiago França, Dustan Gallas e Pimpa executam os segundos finais de “Lúcia”, um samba de Campos que narra o dia de uma professora que vive na Vila Prudente, bairro da zona leste de São Paulo. Lúcia acorda bem cedo, prepara o café, vai ver se o filho já chegou – e se ele não chegou, liga pra Gabi. No caminho até a escola, Lúcia tenta achar justificativas para suas dores. Quando volta pra casa, ela espera o marido, mas ele não chega, e Lúcia, cansada, adormece em frente a TV.

Lúcia (que é de escorpião) é apenas uma das muitas personagens que costumam permear a poesia de Rodrigo Campos. Dono de um poder narrativo de dar inveja tanto a escritores quanto a cineastas – por seu talento em criar atmosferas e cenas -, o músico vem colecionando (ótimas) canções cujos enredos tem como protagonistas pessoas reais – ou, que se não existem em carne e osso, o poderiam tranquilamente.

Mais tarde naquela segunda-feira, os quatro músicos recebem a vista da cantora Juliana Amaral. A primeira canção que eles tocam juntos é “Califórnia Azul”, composição de Rodrigo sobre o cara que se vê apaixonado por uma garota “bonita e safada”, mas que tem namorado, um “moleque que já tem cartaz”. O cara, então, corajoso e covarde – “se eu fosse um cara diferente, chegava junto de repente, beijava a boca e tudo mais” – compra uma arma. E vai. Vai pra onde? Não se sabe. A letra de Rodrigo não conta. Uma boa história é aquela que aquece nossa imaginação.

Por isso, é muito fácil entender a união de sua música com a série fotográfica “Visão Periférica”, do paulistano Ivan Silva, que o Sesc Pinheiros propõe no espetáculo “Visão Periférica – São Paulo Perdida – O Samba de Rodrigo Campos”, cuja estreia acontece nesta quarta-feira, com ingressos esgotados. "Em um momento em que  se discute tanto os caminhos da cidade de São Paulo, seja pelo viés da mobilidade, segurança, moradia e cultura, um projeto que convide para discutir estes aspectos casando som e imagem é muito bem-vindo", diz Suamit Marques, animador cultural do Sesc Pinheiros responsável pela área de música. "Ainda mais quando tratamos de áreas que estão "esquecidas" ou que não possuem equipamentos culturais que possam dar acesso a cultura e lazer a essas comunidades que são extremamente carentes. Precisamos falar de São Paulo, mas na perspectiva da periferia para o centro. São as periferias que necessitam mais emergencialmente de um olhar especial".

No show, imagens de Ivan dialogam com o repertório selecionado por Rodrigo Campos. Os dois artistas escolheram juntos os instantâneos. “Nas histórias que Rodrigo conta, a passagem de tempo e o cotidiano em carne viva provocam sensações de imagens que conversam bastante com a minha forma de fotografar”, diz Ivan, em entrevista exclusiva ao Azoofa (veja abaixo a entrevista completa).

A sala de ensaio é pequena, mas dá conta de abrigar os músicos, seus instrumentos e um papel sulfite com relativa comodidade. Sim, o papel sulfite, ou a presença de apenas um papel sulfite. Isso é altamente explicativo sobre o time que Rodrigo escolheu para acompanhá-lo nesta jornada: Thiago França, seu companheiro em um sem número de projetos, que aqui assume o sax e o tamborim; Thiago sabe de cor cada nota, cada virada, cada curva, cada rua sem saída de cada uma das canções. É impressionante a camaradagem musical que se dá entre ele e Rodrigo – algo que de perto, na sala acanhada, avulta-se ainda mais.

Dustan Gallas, do Cidadão Instigado, tocou teclado e guitarra em seis canções do novo disco de Campos (a ser lançado até outubro). No show, porém, o território dele é o baixo. No ensaio, ele se familiariza com canções do álbum de estreia de Rodrigo, “São Mateus Não É Assim Um Lugar Tão Longe”, de 2009, mesmo ano, aliás, que eles se viram pela primeira vez. Dustan fala pouco mas é capaz de frases espirituosas como “tô entendendo nada dessa música!”, para gargalhadas gerais, ele incluso.

Por fim, vem o veterano baterista Pimpa, dono do único papel que há na sala, papel que nos intervalos entre uma música e outra ele coloca sobre a caixa da bateria, puxa uma caneta e faz poucas e precisas anotações que não consigo ler, mas consigo ver que às vezes ele faz isso segurando uma baqueta com a outra mão.

A temática das fotos de Ivan Silva fez Rodrigo Campos reencontrar músicas do seu disco de estreia. São canções que, se não estão assim num lugar tão longe, foram perdendo espaço nos shows do segundo disco, “Bahia Fantástica”, e dentro do próprio Rodrigo, que a cada trabalho se distancia mais do samba e dos contos de periferia. Uma dessas músicas que o projeto resgata é “Sem Estrela”, que no ensaio ganha intervenções do sax de Thiago a cada silêncio deixado pela letra cantada por Campos.

A primeira parte do ensaio transcorre tranquilamente e em alto astral. A cada final de música, eles sempre trocam palavras sobre pontos a melhorar ou sobre ideias que surgiram durante a execução. Rodrigo controla o set list pelo celular e grava o ensaio música a música. Depois, esses arquivos são enviados por e-mail aos músicos, para que no próximo ensaio todos lembrem-se de como ensaiaram aquelas canções no dia anterior.

 

Por volta das 11h30, Rodrigo propõe uma pausa para o café. Todo mundo topa. A Cardeal Arcoverde está no mais comum dos seus dias: ônibus laranjas, amarelos e azuis descem a rua pela faixa do corredor e param no ponto logo ao lado do estúdio. Pessoas sobem e descem e vão para inúmeros bairros da cidade, e alguns certamente foram cenários das fotos de Ivan ou inspiração para as letras de Rodrigo. Ele vai caminhando na frente e vamos conversando sobre não lembro o que. Entramos na rua Simão Alvares, onde logo vê-se um pequeno café com balcão dentro e duas ou três mesas vazias. Todo mundo pede variações de café, um come pão de queijo e outro vai de croissant. A cantora Juliana Amaral entra no estabelecimento, cumprimenta os quatro e puxa uma cadeira. Explica que estava no banco, parece que ela teve um começo de segunda-feira agitado e completamente diferente do nosso. Voltamos para o estúdio.

Juliana se acomoda num banquinho entre Rodrigo e Thiago, de frente para Pimpa e na diagonal de Dustan. A primeira canção que eles mandam é “Mangue e Fogo”, a saga de Marina (“A vida de Marina era no mangue / atrás da escola militar”) e Fabrício (“a vida de Fabrício era no fogo / pra fazer de pau de carvão”). A levada é densa, a letra é algo tensa, e a música vai apenas com Juliana na voz, Rodrigo na guitarra e Thiago no sax. Dustan e Pimpa observam silenciosos. Juliana canta a letra densa e tensa de maneira intensa. Fecha os olhos. Se apropria daquela história, que é de Rodrigo, e não é, é de Marina e Fabrício (mas quem são eles?). Eles ainda passam a música mais uma vez, alterando a introdução, e ela está pronta.

Na sequência, Rodrigo guarda a guitarra e assume o cavaquinho. Thiago também troca de instrumentos, o sax pelo tamborim, e com a banda completa eles vão de “Rua Três”, uma canção autobiográfica sobre um sujeito que acaba de completar 30 anos e volta ao local onde passou a infância. A música deixa a turma com sorriso no rosto, a levada embala os semblantes e quando termina, Pimpa parece satisfeito. “Beautiful!”.

A próxima é um outro samba, “Por Favor”, canção de Douglas Germano, sambista paulistano que compôs exclusivamente para este projeto, inspirada na foto de Ivan Silva de um jogo de futebol amador na Vila Cruzeiro. Mas a inédita não é ensaiada neste dia (dá para ler a letra de Germano aqui). Em “Por Favor”, eles mexem bastante na introdução, deixando o refrão dobrar, algo que na versão original não acontece. Rodrigo propõe que no final da música Juliana estique o “deixa”, fazendo-o durar mais. Ela topa. “Adoro que mandem em mim!”, diz. “Opa!”, Thiago grita do outro lado. E todo mundo ri. A música volta, vão desde o começo, vai chegando o final e Juliana estica o “deixa” – e por oito segundos sua voz, outrora límpida, ganha uma rouquidão inesperada, desesperada, linda.

O ensaio encaminha-se para o fim, embora o relógio marque 12h40 e a previsão inicial fosse que ele iria até às 14h. A última música é “Califórnia Azul”, aquela que se falou lá em cima, do cara, da menina, do namorado dela, da pistola do vapor. A música começa, mas logo para. Rodrigo pega o celular, aproxima-o do microfone e coloca a versão original para tocar. A sala fica em silêncio. A canção domina a nossa atenção, está todo mundo prestando a máxima atenção, e mesmo os músicos, que certamente a conhecem de cor – especialmente Thiago – e mesmo Rodrigo, que a concebeu, e mesmo Juliana, que está pronta para cantá-la, e mesmo eu, que vi aquele filme por tantas vezes – porque essa música é um filme – está todo mundo sendo levado por aquela história que é grande demais para aquela pequena sala, a canção é grande demais para aquela pequena sala, e eu penso: imagina ela tocando na Cardeal inteira? Talvez hipnotizássemos a rua toda, como estamos agora, como todos deveriam ficar às vezes.

Termina a audição, a banda retoma a canção e Rodrigo e Juliana dividem os vocais numa troca cheia de sutilezas.

Rodrigo

Não tava lá fazendo cera Ele não tá de brincadeira Malandro se jogou no asfalto Carregado na canseira

Juliana

Deixou a mina na calçada Como é bonita e safada Fica me olhando desse jeito

E eu não posso fazer nada

Rodrigo

Já dei plantão na rua dela E o namorado na favela Moleque que já tem cartaz E a menina dando trela

Rodrigo e Juliana

Compro uma pistola do vapor Visto o jaco califórnia azul Faço uma mandinga pro terror E vou...

Juliana

Se eu fosse um cara diferente Chegava junto de repente Beijava a boca e tudo mais Pelo tesão que a gente sente

Rodrigo e Juliana

Compro uma pistola do vapor Visto o jaco califórnia azul Faço uma mandinga pro terror E vou...

A música acaba, o ensaio acaba. Todo mundo olha no relógio, não são nem 13h. “Foi rápido, né?”, alguém questiona. “Na próxima, vou chamar uns músicos bem ruins, aí demora mais”, brinca Rodrigo, pra diversão geral. Primeiro vai Dustan, depois Pimpa, seguido de Thiago, e por último Juliana, que se despede de Rodrigo já na rua, na Cardeal, que naquele momento, a despeito de ser hora do almoço de uma segunda-feira, está calma e algo anestesiada. Talvez aquele ensaio tenha vazado pelas portas protetoras do estúdio, talvez aquelas canções não coubessem mesmo na sala pequena.

PS: Durante a audição de “Califórnia Azul”, todo mundo ali quietinho deixando a música soar, quando chega o trecho “já dei plantão na rua dela”. Pimpa, que até então escutava o som super concentrado, levanta a cabeça e olha pra Rodrigo Campos. Balança a cabeça positivamente, como quem diz “sei do que você tá falando”. Pimpa confirmou o que a obra já fazia suspeitar: Rodrigo é um cara que sabe das coisas.

***

ENTREVISTA IVAN SILVA

"Na periferia estão as soluções para vários problemas contemporâneos". 

AZOOFA: Quando você começou a fotografar esta série?

Ivan Silva: Esta série começou a ser fotografada no final de 2013.

Por que a escolha por fotografar a periferia da cidade?

Na verdade, as fotografias não são exclusivamente de bairros da periferia de São Paulo. Muitas fotos foram realizadas em bairros centrais e até em bairros ditos como “nobres” da cidade.  Este termo bairro nobre é uma coisa que nunca concordei, já que quando se trata Pinheiros ou Jardins como um bairro nobre, corremos o risco de diminuir a nobreza da Vila Matilde e do Jardim Ângela.

O que guiou seu olhar para realizar estas fotografias?

A vontade imensa de descobrir e contestar a presença e ausência foi um dos motivos - coisas como as histórias ocultas, o imaginário do que vem antes e depois da imagem. Nas minhas fotografias autorais, parto sempre da ideia do acaso na captação. A partir destes encontros aleatórios com as cenas, pensei na ideia de uma espécie de acervo para criar o trabalho. O mais legal é poder ir de certa maneira educando o olhar no processo, sem muita preocupação com regras de composição e técnicas de produção nas imagens.

Vi cerca de 30 fotos da série. Na maior parte delas não há pessoas (ao menos não em primeiro plano) e sim ruas, casas, espaços, objetos. A ausência de gente me fez pensar nessas pessoas, querer conhece-las, saber quem são. Quem é que mora naquela casa com um fusca na garagem? Quem juntou tanta computador velho? Não vê-las me fez “vê-las”. Isso foi intencional?

Exatamente! A ausência de personagens não diminui em nada o afeto que se tenta explorar em cada cena. Quando se pensa na periferia do nosso olhar, detalhes, cores, sabores e afetos se perdem. Na verdade, as fotografias não são totalmente pensadas na cidade de São Paulo, mas sim em um lugar subjetivo e aleatório onde depositamos cada um destes afetos que identificamos, sejam eles quais forem. Cada uma das cenas brinca um pouco com a questão do imaginário; e a fotografia, pelo menos para mim, é o menos importante, já que a história, essa sim, vale sempre muito mais. Não estou falando da história da foto, como ela foi feita, o equipamento, dia e momento, mas sim da história subjetiva, fantástica e sem limites que cada um cria a partir de cada cena, o que vem antes, depois e por trás dela. Isto sempre me interessou e procuro instigar estas sensações no observador.

No Sesc a série está com o nome Visão Periférica – São Paulo Perdida. Este subtítulo gera algumas intepretações. Dá a atender que estamos diante de uma parte da cidade em que alguém – nós? – abriu mão, perdeu, deixou pra lá. E a outra é que é algo que não tem saída, não tem solução, está perdido. Nesse sentido, o que é a periferia para você?

A periferia de São Paulo, apesar de sofrida, maltratada e ignorada pelas instituições, é de uma riqueza e nobreza absurda. Na verdade, acho que lá estão várias soluções para questões contemporâneas e que, sim, ela tem valor e poder na maneira de se viver com ética hoje. O título São Paulo Perdida tem este viés duplo da perda, do tempo e do abandono seja ele qual for, é também o primeiro de quatro desdobramentos desta série de imagens, talvez o menos literal e subjetivo que faz questionar o que é o progresso, o crescimento e sobre a cidade que há em cada um de nós.

Sobre São Paulo e suas opções de ser grande e mega em vários sentidos, eu acho que a saída para o caos que vivemos aqui pode estar nos detalhes, num bom dia e nos bons encontros que você pode descobrir nela. Basta estar atento. Sempre penso em duas figuras da cidade e em suas afirmações/protesto que de certa maneira ecoam no meu trabalho: entendo quando Criolo diz de que não existe amor em SP ao mesmo tempo que penso todos os dias em Paulo Mendes da Rocha, que fala que a casa é um pretexto, pois o que realmente interessa é a cidade.

Quantos bairros você visitou quais foram os critérios para escolhê-los?

Nossa, foram tantos… não consigo nem ter muita conta disso! Como andei praticamente dois anos com máquina fotográfica na bolsa flanando pela cidade aleatoriamente, andei muito pela Zona Leste, que é onde vivo e que é, pra mim, a melhor região da cidade para se fotografar. Bairros como Penha, Vila Matilde, Vila Esperança, Vila Carrão, Itaquera e São Mateus me proporcionaram muitas e belas imagens. Andei muito por Pinheiros, Butantã, Lapa, Vila Mariana, Jardim Ângela, Santo Amaro, Santana… O critério foi a falta dele! Andar é uma das coisas mais importantes pra mim, aprendi isso com meu pai e sempre arrumo uma desculpa pra andar sem motivo algum por aí.

Suas fotos provocam uma sensação parecida com a da crônica; várias histórias emergem dali. Rodrigo Campos também é um cronista da periferia, suas letras sempre trazem imagens e observações do cotidiano, e o elevam. Como você vê esta intersecção entre as duas obras?

O Rodrigo é um cara que me chama a atenção pelo seu olhar. Ter a oportunidade de dividir este trabalho com ele tem me feito aprender muitas coisas sobre o meu próprio trabalho. Nas histórias que ele conta, a passagem de tempo e o cotidiano em carne viva provocam sensações de imagens que conversam bastante com a minha forma de fotografar. Nosso encontro foi interessantíssimo pela delicadeza que ele teve em ouvir os detalhes de cada fotografia, além da interpretação que fez delas. Acho que temos muitas semelhanças nos nossos processos e este cruzamento pode ser o início de, quem sabe, até futuras parcerias tanto no campo da imagem quando da música.

Douglas Germano compôs uma música inspirada em uma fotografia tua. Qual é a história desta imagem (onde ela foi tirada, o que acontecia ali) e o que você achou da forma como ele interpretou o retrato?

Douglas é um parceiro e amigo há mais de 20 anos e tenho um carinho enorme pelo ser humano que ele é. Quando ouvi a composição dele, entendi que a arte e ciência do encontro entre as pessoas realmente é a verdade das verdades. A história da foto foi interessante: eu andava pela por um bairro no Jardim Aricanduva num domingo nublado por volta de umas 9 da manhã e comecei a ouvir um barulho, uma gritaria: “toca… toca…”. Era tão ritmada que parecia um tamborim de samba. Fui atrás. Dobrei duas ruas numa baixada que parecia que nunca teria fim e quando virei à direita, vi aquele campinho maravilhoso… fiquei encostado naquele caminhão velho, azul cor de tempo chuvoso que deveria estar parado compondo a paisagem desde o século passado, já que estava sem rodas. Fiquei por minutos imaginando as histórias de como aquele caminhão parou ali, de suas viagens, de cada gol, de cada passe, toque e grandeza que estava em jogo. Não tive dúvidas: saquei a câmera e fiz a foto rapidamente - já que fotografar era só um detalhe, o que eu queria mesmo era ver o jogo! Fiquei torcendo pelo time de camisa amarela por mais uns instantes. Perdemos (note que o time adversário tem as cores da Alemanha), mas valeu a pena. Mas esta é a minha história. Cada um que aproveite a oportunidade e crie a sua.

***

fotos ensaio | gustavo kamada

fotos visão periférica | ivan silva

Quem escreveu
Eduardo Lemos

Jornalista, é sócio da Navegar Comunicação e Cultura, agência que atende clientes como Os Paralamas do Sucesso, Mostra Cantautores, Luiz Gabriel Lopes e Cao Laru. É idealizador do festival Navegar Noites Musicais, cuja primeira edição aconteceu em 2017, em Paraty, e do projeto Nick Drake: Lua Rosa, em homenagem ao músico inglês.

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