#Desafiodos10anos: 7 discos de estreia para voltar a 2009

Está todo mundo onda do #desafiodos10 anos que o Instagram soltou onde os usuários postam fotos de hoje e de 2009. Claro que a galera já foi além, mas aqui a gente resolveu relembrar 7 discos de estreia que saíram há uma década e estavam tocando nos nossos fones de ouvido, nas rádios e animando festinhas.

 

TIÊ: SWEET JARDIM (Warner Music)

 

 

A cantora arrebatou o público com canções delicadas, com confissões românticas e um violão doce em seu álbum de estreia. O sucesso foi puxado pelas músicas Dois, Assinado Eu e Te Valorizo. De lá pra cá, a artista se consolidou na cena nacional, abriu a Rosa Flamingo, produtora cultural e selo e segue gravando. Seu último disco é Gaya, lançado em 2017.

 

 

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THE XX: Xx (Young Turks/XL Recordings)


Quando a banda inglesa formada em um colégio de Londres lançou seu primeiro disco, nenhum dos integrantes tinha mais de 20 anos. O quarteto, que em pouco tempo depois se tornaria um trio, cativou crítica e público com seu estilo minimalista, vocais sussurrados e riffs repetidos que ganharam as pistas de clubes noturnos. Entre as 11 faixas, os destaques vão para Islands, Heart Skipped a Beat, Basic Space, Night Time e Intro, está última foi uma das músicas mais baixadas no Brasil em 2014, no iTunes, como trilha da série Amores Roubados, da Globo. O grupo adora o país e já esteve aqui mais de uma vez. Seu último disco foi I See You (2017).


 

 


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EMICIDA: PARA QUEM JÁ MORDEU UM CACHORRO POR COMIDA, ATÉ QUE EU CHEGUEI LONGE... (Laboratório Fantasma)


Leandro Roque de Oliveira fez uma loucura em 2009: lançou uma mixatape com 25 músicas. Gravou, empacotou e saiu vendendo no boca a boca por valores, dizem por aí, entre R$ 2 e R$ 20. Se deu certo? Bem, Emicida virou a tampa da mesa, rompeu barreiras do rap, fez parcerias com dezenas de artistas de outros gêneros musicais, comanda a produtora Laboratório Fantasma e segue como uma das referências da nova geração do rap nacional. Seu último trabalho foi o disco Língua Franca (2017).  



 


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MARIA GADÚ: MARIA GADÚ (SLAP/Som Livre)


Outra cantora que teve um 2009 inesquecível foi Gadú. A cantora lançou seu primeiro disco e emplacou um dos hits do ano: Shimbalaiê. A canção foi a primeira composição dela, aos 10 anos de idade, e também ganhou força ao entrar na trilha de uma novela da Globo. Foi a combinação perfeita. O resultado: mais de 250.000 discos vendidos. O disco traz releituras de A História de Lily Braun (de Chico Buarque) e Ne Me Quitte Pas (de Jacques Bel) com desenvoltura e personalidade. Há também uma versão mais seca e que deu outra cara ao hit Baba, de Kelly Key.


 

 


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MUMFORD & SONS: SIGH NO MORE (Island/Glassnote)


Um belo disco de estreia. Foi o que o quarteto Marcus Mumford, Ben Lovett, Winston Marshall e Ted Dwane no deu em 2009. O disco emplacou a canção Little Lion Man (que de cara foi indicada ao Grammy de melhor música de rock em 2010), num momento em que o folk (ora mais rock, ora mais pop) curtia uma onda de popularidade. O disco foi sucesso de vendas tanto no Reino Unido quanto nos EUA. Outras faixas de destaque: I Gave You All, bem no estilo canções que começam calmas e vão crescendo, e The Cave. A banda lançou seu último disco, Delta, no final de 2018.





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PASSION PIT: MANNERS (Columbia Records)


Não me lembro se ‘hype’ já fazia parte do vocabulário do mundo, mas se tinha uma banda coladinha a essa palavra (bem, havia algumas outras) era o Passion Pit. Michael Angelakos montou a banda e lançou o single Sleephyead (que entrou no disco) e depois o EP Chunk of Change, que deixou todo mundo querendo mais. O primeiro disco veio com canções dançantes chicletinhas, misturando alegria e nostalgia. Há quem o ache fraco/chato demais para o que foi prometido (críticos), e há quem ache o disco uma delícia (público). Manners diverte com músicas como Little Secrets e The Reeling. Às vezes, é só isso que um disco precisa. O último disco da banda foi Tremendous Sea of Love, em 2017.

 



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FLORENCE AND THE MACHINE: LUNGS (Island)


O hit Dog Days Are Over, que você ouve até hoje na pistinha das baladinhas rock, vem lá de 2009... O disco teve 6 singles: além da já citada, Kiss With a Fist, Raise it Up, You've Got the Love, Hurricane Drunk e Cosmic Love. Foi uma febre. Na época, Dog Days... também teve ajuda pra rodar o mundo na trilha do filme Comer, Rezar e Amar, filme com Julia Roberts baseado no best-seller de Elizabeth Gilbert. A fórmula do vocal potente, com a música explodindo aos poucos é uma marca no trabalho da banda, tanto neste primeiro quanto nos discos seguintes. É o que torna o mais recente álbum, High as Hope (2018), interessante. Trata-se de um disco calmo, com base no piano, confessional como ela gosta. 




Quem escreveu
Andréia Martins

É jornalista, trabalhou com edição e reportagem nos portais Vírgula, Globo.com e UOL cobrindo música, política e internacional. Hoje segue na redação e também é editora do Roteiros Literários, sobre literatura e viagem, e do blog Quadrinhas, sobre quadrinhos feitos por e sobre mulheres.

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