HISTÓRIAS DA VIRADA CULTURAL

Artistas relembram seus shows inesquecíveis do evento em São Paulo

 

Esse fim de semana acontece a edição 2019 da Virada Cultural em São Paulo. A pedido do Azoofa, 7 artistas contaram quais foram seus momentos marcantes ao longo dos anos do evento. Confira abaixo:

 

EDGARD SCANDURRA

"Tive 3 Viradas muito importantes. Uma delas foi a da volta do IRA!. Foi nosso primeiro show para um grande público após nossa volta, na Sala São Paulo. Foram quase 40 mil pessoas. Foi muito emocionante ver o quanto as pessoas gostam da gente, vê-las felizes com o nosso retorno. Em 2016, naquele projeto de tocar discos na íntegra, tocamos Vivendo e Aprendendo (disco de 1986) no Theatro Municipal. Foi lindo tocar naquele palco. Foi um dos shows mais importantes da minha carreira. Tocar naquele palco, com meu filho tocando baixo, fiquei muito feliz. E também teve minha participação no show do Billy Cox, que tocava com o Hendrix. Fui convidado para tocar com ele, um senhor simpático que depois me mandou vários e-mails dizendo que eu era o Hendrix brasileiro".

 

 Edgard Scandurra e NASI, do IRA! (Divulgação)

  

FABIANA COZZA

“Tenho uma recordação poética. Se não me engano foi na Virada Cultural de 2013, quando pisei à meia-noite no palco da Luz, dedicado ao samba naquela edição, e tomei conhecimento do horário pelo relógio da estação. A chuva começou a cair, mas nem ela espantou as centenas de pessoas que, juntas, ecoavam o repertório de Clara Nunes que levamos para o show.”

 

GABRIEL THOMAZ, AUTORAMAS

"Já tocamos várias vezez na Virada e sempre foi maravilhoso. Tem dois momentos especiais que a gente viveu. Eu também toco com o Lafayette & Os Tremendões e a nossa primeira vez na Virada, em 2018, foi ali no Largo do Arouche, que já é emocionante. Nosso show era às 6h. E foi demais porque na plateia estava todo mundo 'virado' e o povo ficou emocionado. A galera abraçava a árvores, tinha gente dando beijo no poste como se fosse um parente que não viam há muito tempo... foi lindo. E teve uma outra Virada em que o Autoramas foi convidado para fazer um show em homenagem ao Jerry Adriani, nosso ídolo e amigo. Um mês antes da Virada de 2017, nós tínhamos ido visitá-lo, pois ele estava doente. E no meio da viagem a gente soube da morte dele, então só conseguimos pegar o enterro. Então de última hora a Virada chamou a gente para fazer um show em homenagem ao Jerry. Trouxemos convidados como China, Kiko Zambianchi, Eduardo Araújo, todos amigos e fãs. Toda a família dele estava ali então ficamos muito emocionados".

 

A banda Autoramas (Divulgação)

 

MARIANA AYDAR

“Em 2018, fizemos um show de madrugada no Palco Forró, na Praça do Patriarca, e foi um dos melhores shows que fiz na Virada. Foi lindo ver as pessoas no centro de São Paulo, dançando forró e se esquentando do frio que fez naquela madrugada durante nosso show. Esse ano vai ser também inesquecível na varanda da Casa de Francisca, domingo (19) às 16h!”

 

DANIEL GRALHA, BIXIGA 70

"A história mais marcante para o Bixiga 70 foi na Virada de 2012. Era o centenário de Luiz Gonzaga e a gente até hoje não compreende o fato de não ter sido feito um palco em homenagem a ele. Fomos colocados num palco cheio de atrações que eram referência máxima para a nossa pesquisa. Passaram pelo palco Ebo Taylor, Seun Kuti & Egipty 80 e Tony Allen. Foi uma abundância de suingue, performances incríveis, e poder assistir a tudo isso juntos foi muito enriquecedor. Foi a nossa primeira grande experiência coletiva, que viríamos a vivenciar com mais frequência pelos festivais fora do Brasil, principalmente na Europa. Nos restou fechar o palco às 5h da manhã e imaginávamos que já não haveria muita gente. Engano nosso. Público em massa, teve vídeo de pessoas fazendo passinho, nascer do sol, e, possivelmente, foi nosso melhor show até aquele momento e a primeira vez que tocamos ‘A Morte do Vaqueiro’. Não podíamos deixar o rei do baião passar batido nessa.”

 

A banda Bixiga 70 (Divulgação)

 

CÉU

“Meu momento curioso foi entrar no palco toda felizona pra fazer o Catch a Fire e ter que sair praticamente ensopada do palco por conta da tempestade... Show cancelado...”

 

 A cantora Céu (Divulgação)

 

CHICO CÉSAR

"Virada inesquecível foi fazer o Aos Vivos numa madrugada no Teatro Municipal dentro da programação de discos clássicos. Na mesma programação estavam Egberto Gismonti, Toninho Horta, Arrigo Barnabé, e depois soube que as pessoas se encontravam na fila antes de entrar e ficavam cantando as na sequência as músicas do disco. Isto é de fato emocionante."

 

Quem escreveu
Andréia Martins

É jornalista, trabalhou com edição e reportagem nos portais Vírgula, Globo.com e UOL cobrindo música, política e internacional. Hoje segue na redação e também é editora do Roteiros Literários, sobre literatura e viagem, e do blog Quadrinhas, sobre quadrinhos feitos por e sobre mulheres.

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