3 perguntas para Camille Bertault

 (Foto: Divulgação)

 

Camille Bertault criou uma relação muito afetiva com o Brasil. A cantora e compositora francesa, uma das mais criativas representantes do jazz contemporâneo, veio para o país pela primeira vez há 6 anos - e desde então suas visitas à terra da bossa nova se intensificaram, a ponto de ela considerar São Paulo a cidade onde sua música mais faz sucesso. 


A afirmação pode ser exagerada, mas ganha mais força com a notícia de que seu show de 28/6 (sexta-feira) no Jazz nos Fundos teve os ingressos esgotados. A casa anunciou que a artista fará uma nova sessão, logo após a meia noite de sexta para sábado, de modo a atender aqueles que não conseguiram comprar os tíquetes a tempo.


Nesta nova turnê pelo Brasil, ela já passou pelo Rio de Janeiro (26) e hoje se apresenta em Curitiba, ao lado de Nelson Faria. Na sexta, ela realiza as duas sessões no Jazz nos Fundos e encerra sua passagem por aqui em Porto Alegre, sábado. Mas o Brasil ainda segue em sua vida: no dia 3 de julho, ela é a convidada especial de Ivan Lins no show que o compositor faz no mítico Montreux Jazz Festival, na Suíça. 


Nos shows por aqui, ela mostra principalmente canções de seu último trabalho, "Pas de Geant", que apresenta canções autorais e interpretações, sempre com uma alta dose de improviso na voz, uma de suas grandes qualidades. Em meio à passagem de som de seu show no Rio, ela conversou com Eduardo Lemos sobre os shows de São Paulo. Confira:

 

 (Foto: Divulgação)

 

Teu show no Jazz nos Fundos esgotou, e abriu-se uma nova data tamanha a procura por ingressos. Como você vê esse retorno do público de São Paulo ao teu trabalho?

 

Tô muito feliz. Se eu tivesse que morar em um lugar no Brasil, seria São Paulo, porque é uma cidade muito rica culturalmente, onde tenho muitos amigos. É estranho pensar que é o lugar no mundo onde eu sou mais famosa! É uma coisa curiosa. É como Nova York, uma Nova York exótica. Sinto que aqui tudo é possível, há uma energia especial no ar. Ao mesmo tempo, é uma cidade dura. Ainda assim, encontro pessoas maravilhosas aqui, e sinto que é uma cidade aberta a todas as formas de arte. 

 

O Jazz nos Fundos é um espaço intimista, em que palco e público ficam muito próximos. Como é pra você esse tipo de show?

 

Eu gosto muito dos lugares que são clube de jazz de verdade. O Jazz nos Fundos é isso. É um lugar onde você sente que as pessoas estão ali realmente porque eles querem: eles conhecem a música, conhecem o jazz. Essa proximidade com o público permite uma liberdade maior. Em outros palcos as coisas podem ficar um pouco frias, e o Jazz nos Fundos não é frio. É um lugar realmente quente. Para quem trabalha com o jazz e com o improviso, como é o meu caso, é o lugar ideal.

 

 

Tua relação com a música brasileira é muito viva e frequente. Quando foi que a nossa música entrou na sua vida?

 

Faz tempo que eu gosto da música brasileira. Quando eu era criança, escutava o jazz e música brasileira, muito Djavan e Elis Regina. Mas eu encontrei de verdade a música brasileira quando eu fui ao Brasil, seis anos atrás. Nessa época, eu estava escrevendo uma peça de teatro para crianças e recebi uma bolsa do governo da França para ir ao Brasil. Foi quando comecei a descobrir músicos e artistas. Conheci um diretor de festival, que me convidou para retornar no ano seguinte e tocar. E assim começou. 

 

Quem escreveu
Eduardo Lemos

Jornalista, é sócio da Navegar Comunicação e Cultura, agência que atende clientes como Os Paralamas do Sucesso, Mostra Cantautores, Luiz Gabriel Lopes e Cao Laru. É idealizador do festival Navegar Noites Musicais, cuja primeira edição aconteceu em 2017, em Paraty, e do projeto Nick Drake: Lua Rosa, em homenagem ao músico inglês.

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